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Música

NOS Alive: falámos com o guitarrista dos Weezer, que adorou passear junto do Tejo

A NiT conversou com Brian Bell sobre o último álbum, o videoclip na mansão da Playboy e como é tocar nos EUA e na Europa.
Brian Bell é guitarrista da banda.

Começaram em 1992 e são conhecidos graças a temas como “Beverly Hills”, “Say It Ain’t So”, “Island in the Sun” ou “Buddy Holly”. Os norte-americanos Weezer atuaram esta quinta-feira, 11 de julho, no palco principal do NOS Alive — que acontece no Passeio Marítimo de Algés até sábado, 13 de julho.

O concerto aconteceu às 19h20, num dia onde se destacaram outros nomes como The Cure, Jorja Smith, Sharon Van Etten e, claro, o incrível e enérgico regresso aos palcos dos Ornatos Violeta. Já os Weezer foram um sucesso estrondoso nos anos 90 e início dos anos 2000 e, desde aí, têm continuado uma carreira sólida.

O mais recente disco do grupo de Los Angeles chama-se “Black Album” e foi editado a 1 de março de 2019, pela Atlantic. Desse trabalho saíram os singles “Can’t Knock the Hustle” e “Zombie Bastards”.

A NiT entrevistou Brian Bell, guitarrista da banda, antes do concerto no NOS Alive.

Como tem sido a promoção do novo trabalho, “Black Album”?
Já não estamos bem a promovê-lo, fizemo-lo apenas durante um mês depois de ter saído, mais ou menos. Na música podemos tocar algo até à exaustão e esperar que as pessoas finalmente gostem. Mas nós gostamos mais de ir desfrutando das coisas. A música “Africa” [cover do tema dos Toto] teve muito mais sucesso e uma reação muito mais positiva, e tocou nas rádios, do que qualquer tema do “Black Album”. E temos posto a energia em escrever os próximos temas. Não que não adoremos o álbum.

E qual é a história da capa do álbum? É tinta preta aquilo em que vocês estão cobertos?
O “Black Album” (álbum preto) saiu porque fizemos o “White Album” (álbum branco). O “White Album” [lançado em 2016] era baseado nas praias da Califórnia (EUA). E o “Black Album” era mais focado na cidade da Califórnia. Esta é a descrição mais genérica que consigo fazer, apesar de não ter a certeza que se aplique a todos os temas. Para a capa tivemos esta ideia de nos vestirmos de preto e fazer com que deitassem tinta preta por cima de nós. E o conceito era simplesmente esse, que toda a capa fosse preta e connosco presentes.

Consegue visitar um pouco os países onde atua ou é difícil?
Sim, tento arranjar tempo. Ontem [quarta-feira, 10 de julho] à noite saí e fui até ao rio [Tejo]. Achei muito bonito. Adorei ver as pessoas nos cafés, a comerem nas esplanadas, a divertirem-se. Já era bastante tarde e pareceu muito seguro. É um sítio a que quero definitivamente voltar. Passei pela Torre de Belém e pelo Padrão dos Descobrimentos, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. E hoje [quinta-feira] fui até ao centro da cidade, fiz algumas compras. Foi ótimo.

Já tem algum tempo mas há alguma história caricata de quando gravaram o videoclip icónico para o tema “Beverly Hills” na mansão da Playboy?
A história mais engraçada, na verdade, era que não havia nada de espetacular. A ideia era termos playmates e fãs dos Weezer, que iam ser considerados totós e que se iam passar quando vissem as playmates. Mas o que aconteceu foi que eles não se passaram, e as playmates estiveram sempre num canto juntas. E não houve nada de extraordinário, adorava poder dizer que sim, mas foi uma desilusão [risos].

Se não pudesse ser músico, que emprego acha que teria?
Uau… não sei. O meu pai é professor de geografia e eu sempre gostei da ideia de ficar na escola até se poder, estudar coisas como história ou história de arte. Eu podia ser professor de história de arte.

Quais são as maiores diferenças entre tocar nos EUA e na Europa?
A maior diferença é o veículo onde os músicos viajam. Os autocarros têm dois andares na Europa e demoramos um pouco a habituarmo-nos. Os autocarros americanos são mais amplos e espaçosos. Não é que sejam melhores, de todo, mas a disposição é diferente. As estradas são diferentes. E na Europa também há sempre dois motoristas, o que provavelmente é uma coisa boa porque nos EUA os motoristas puxam demasiado por si próprios, não há regras para parar e descansar [risos]. Nos concertos em si não há muita diferença. Em todo o lugar do mundo as pessoas parecem gostar de música.

Carregue na galeria para ver as fotografias que a NiT tirou no concerto dos Weezer no Palco NOS.