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Música

NOS Alive: Bon Iver pedia um ambiente mais intimista, Thom Yorke foi incrível

A 13.ª edição do festival terminou na madrugada deste domingo, 14 de julho. E já há datas para o próximo ano.
Thom Yorke atuou no Palco Sagres.

Já acabou mais uma edição do NOS Alive — a 13.ª do festival do Passeio Marítimo de Algés. No último dia do evento, este sábado, 13 de julho, foram vários os destaques no cartaz espalhados pelos vários palcos — e daí que o recinto parecesse mais cheio do que nos outros dias.

As datas para o próximo ano já estão marcadas: não reserve nada para 9, 10 e 11 de julho de 2020. Até porque já foi anunciado o primeiro nome. Será uma atuação exclusiva de regresso dos Da Weasel, dez anos após o fim da banda.

Antes disso, convém fazermos um balanço desta edição — pode ler a entrevista da NiT ao diretor da Everything is New (a promotora do evento), Álvaro Covões — e ainda ver as imagens da invasão das camisas de flores no recinto. A NiT assistiu a vários concertos este sábado, 13 de julho, e, de Idles a The Chemical Brothers, aqui está um resumo do que vimos.

Tom Walker é uma máquina em crescimento

Passaram apenas quatro meses desde que o escocês Tom Walker lançou o primeiro álbum, “What a Time to Be Alive”. No entanto, o músico tem cimentado o seu nome na indústria e prova disso foi a atuação no Palco NOS às 19h50. O disco foi a estrela do espetáculo, com o desenho da capa a fazer de pano de fundo como cenário (uma composição de fotografias de pessoas vistas de cima, que juntas formam a cara do artista).

A banda começou por tocar o tema “Angels” e Tom Walker já cantava antes de o vermos em palco. Apareceu depois para um momento explosivo já perto do refrão. No espetáculo, alguns dos momentos mais fortes foram “My Way”, “Not Giving In” ou “Just You and I”, dedicada à sua noiva. Tom Walker tem uma voz brilhante e uma presença em palco muito forte. De certeza que todos nós ainda vamos ouvir falar muito dele. 

Os Idles só têm dois álbuns na carreira.

A energia rock dos Idles é contagiante

Sejamos honestos: no mundo do rock n’ roll — e tirando, obviamente, os imensos nichos que existem dentro do género — são raras as bandas que estejam a explodir em 2019, com relevância e pertinência, com algo a acrescentar à música.