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Mike El Nite tem um novo álbum e banda desenhada — e nunca foi tão super-herói

O rapper e produtor português fez o disco mais pessoal do seu percurso. Já se pode ouvir (e ler) a sua “Inter-Missão”.
Foto de NashDoesWork.

Mike El Nite nunca foi um rapper como os outros. Apaixonado pela cultura geek — algo que o distingue num meio como o hip hop —, o músico lisboeta ajudou a criar as bases para se fundar um movimento mais alternativo de rap em Portugal. E também deu o mote para o início do fenómeno do trap no País.

Agora tem um novo álbum. Foi lançado na sexta-feira, 7 de dezembro, e chama-se “Inter-Missão” — Mike El Nite, que vai buscar o nome ao justiceiro Michael Knight, assume-se como um super-herói neste disco que também é uma banda desenhada.

Em entrevista à NiT (cuja versão completa estará no programa Raptilário, da NiTfm), Mike El Nite diz que este é o seu disco mais pessoal e experimental. Acompanha os momentos mais marcantes da vida de Miguel Caixeiro — desde o auge da sua carreira no Super Bock Super Rock de 2016 até à incerteza sobre o que a vida trará agora que este rapper está quase na casa dos 30. Mike El Nite faz anos em janeiro.

“Este álbum é mais despido de uma certa personagem que fui criando à volta do Mike El Nite. É um convite à parte mais íntima dele. É sempre uma percentagem minha e uma de ficção — mas neste caso é mais pessoal, assumi alguns momentos da minha vida que ainda não tinha explorado musicalmente, porque há aquela tendência de criares um alter-ego durão e insensível. Decidi expor-me mais, com menos filtros. Estava um bocado perdido sobre o que iria fazer depois de toda a euforia do álbum [‘O Justiceiro’] e de ter tocado no mesmo dia que o Kendrick [Lamar]. Decidi transformar isso em trabalho.”