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Música

Jessie J: “Sempre que vou a Portugal há uma energia e um ambiente felizes”

A cantora britânica vai atuar no EDP Cool Jazz, em Cascais, a 10 de julho. Antes disso, falou com a NiT.
A cantora apareceu com a bandeira portuguesa no Rock in Rio.

Deu um dos melhores concertos na última edição do Rock in Rio Lisboa, em 2018. Pouco mais de um ano depois, Jessie J regressa a Portugal para uma atuação no EDP Cool Jazz, no Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais, a 10 de julho. Antes, a NiT falou com a cantora britânica.

Tinha 15 anos quando venceu o concurso de televisão “Britain’s Brilliant Prodigies”, ainda com o seu nome verdadeiro, Jessica Cornish. Logo a seguir entrou numa escola de artes, a Brit School, e concluiu o curso na geração de 2006 — quando já tinha 18 anos —, ao lado de nomes como Adele e Leona Lewis.

Foi só em 2011 — depois de abrir os espetáculos de Cindy Lauper em várias tours — que explodiu. A música “Price Tag”, do seu álbum de estreia “Who You Are”, foi um sucesso mundial. Desde então lançou outros quatro discos de originais (incluindo um de Natal). O mais recente, “R.O.S.E.”, foi o que a levou ao Rock in Rio Lisboa e aquele que a vai fazer regressar a Portugal — até porque ainda não confirmado qualquer novo trabalho. 

Os bilhetes para a atuação no EDP Cool Jazz estão à venda e variam entre os 40€ e os 75€. A próxima edição vai também contar com Jamie Cullum (leia a entrevista da NiT), The Roots, Tom Jones, Diana Krall, Snarky Puppy e Jacob Collier, entre outros. Leia a entrevista da NiT a Jessie J.

Esta entrevista é a propósito do concerto que vai dar em julho no EDP Cool Jazz. Há algo que faça sempre antes de subir a um palco?
Escovo os dentes [risos]. Também meto perfume, o que é muito aleatório, porque na verdade ninguém no público me consegue cheirar. Faço sempre um pequeno aquecimento e garanto que cumprimento toda a minha equipa com um fist bump. E junto toda a gente que estiver nos bastidores: o meu agente, a minha banda, a minha equipa de imagem, etc.. Juntamos todos as mãos e gritamos algo que queiramos sentir ou que queiramos que aconteça. É esse o nosso ritual.

Ainda se sente nervosa antes dos concertos?
Ah, sim. Na vida tu tens nervos porque te importas com as coisas. Quando significa algo para ti, tu ficas nervoso. Os nervos são uma coisa positiva e, se eu não estiver nervosa, é porque algo não está bem. Por isso, sim, estou sempre a tremer, vou sempre antes à casa de banho [risos].

Eu vi o seu último concerto em Portugal, no Rock in Rio Lisboa de 2018, e o ambiente estava especial. O que pensa do público português?
Meu Deus, são o melhor. São muito ligados, de forma emocional… são pessoas felizes, há sempre uma energia e um ambiente felizes. O do Rock in Rio no ano passado foi um dos meus concertos favoritos que alguma vez já fiz. Foi inesquecível e estou mesmo grata por estar de volta. É voltar e estar com os fãs que já viram o meu espetáculo, mas também com os novos fãs, poder cantar músicas que nunca interpretei ao vivo.

Além da vida na estrada, conhece Portugal?
Já estive em Portugal algumas vezes e está na minha lista de sítios a ir fora de trabalho, para poder explorar à vontade. Adoro a comida e cultura portuguesas, por isso sei que vou gostar. Mas tocar ao vivo é uma das minhas coisas favoritas e por isso não tenho muito tempo.

Nunca se cansa da vida das tours? De certeza que deve ser bastante cansativo.
Acho que toda a gente na minha equipa tem um dia em que está cansada. Seja porque temos febre, apanhámos uma constipação, uma dor de estômago, saudades das nossas famílias ou porque faltámos a algum aniversário. Mas isso é a vida. Tomamos conta uns dos outros e garantimos que estamos todos bem.

O que gosta de fazer nos tempos livres para desanuviar do trabalho na música?
Quando estou na estrada, gosto de explorar os sítios onde estou, pelo menos o que conseguir. Porque tenho mesmo muito pouco tempo para viajar hoje em dia. Gosto muito de experimentar comida, é a minha cena. Atualmente sou vegan e gosto bastante de experimentar novos pratos quando viajo. Mas a minha coisa favorita para fazer é estar com a minha família e amigos, e aí desligo-me de ser a Jessie J. Não há expetativas sobre a minha aparência ou a forma como falo ou canto, posso ser eu própria, e é bom sair do trabalho de vez em quando. Adoro ver documentários, ir a espetáculos de comédia, e adoro caminhar, ver o mar, estar fora de casa. Gosto de meditar, nadar, treinar. Sobretudo gosto de rir e deixar-me sair da minha mente maluca, porque é muito difícil para mim relaxar.

Também vê séries de televisão?
Não vejo muita televisão, é mais Netflix. Acabei agora de ver “Por Treze Razões” e estou a começar — por favor não me julguem — “A Guerra dos Tronos”. Comecei a ver com um amigo mas ele fez batota e já está quase no fim. Agora ando a evitá-lo para ele não me contar qual vai ser o fim da história. Gosto de ver documentários sobre comida, saúde mental e sou mesmo filha da minha mãe e do meu pai. A minha mãe adora comida e cozinhar — além de organizar tudo o que é preciso em casa — e o meu pai é um terapeuta, que trabalha todos os dias com saúde mental. Sou basicamente eu.

E já está a trabalhar em música nova para um próximo álbum?
Talvez sim, talvez não. Aprendi com os meus anos de carreira a nunca expor isto, prefiro que as pessoas esperem para ver. Porque cria grandes expetativas e pode correr mal. Por isso, talvez sim, talvez não [risos].