NiTfm live

Música

Há concertos online para bebés que servem de terapia durante a quarentena

A iniciativa da companhia Musicalmente pretende adaptar-se à nova realidade imposta pelo surto de coronavírus.
As inscrições são gratuitas.

A companhia Musicalmente, fundada e dirigida por Paulo Lameiro, vai transmitir concertos para bebés online para oferecer uma alternativa segura que se adapta à nova realidade, imposta pelo surto de Covid-19. Ao jornal “Público”, o diretor artístico explicou que tiveram de “cortar com os solistas e convidados para os próximos três meses.”

A pandemia do novo coronavírus está a ter grandes impactos na indústria. Os Concertos para Bebés foram cancelados em Leiria, Marinha Grande, Coimbra e Sintra, mas além de reembolsar os bilhetes, o diretor artístico da companhia explicou ao mesmo jornal que decidiu “explorar outras formas de interação com o público.”

As recentes medidas da Direção-Geral de Saúde impuseram o encerramento das escolas a partir de segunda-feira, 15 de março, além de uma contenção da proximidade social. 

“As famílias estão em casa, e vão estar durante algum tempo, e nós sabemos como estes concertos podem ser importantes para quebrar a rotina, enriquecer as interacções familiares”, contou Paulo Lameiro.

Assim, a Musicalmente vai transmitir online concertos gratuitos, para os quais não é preciso comprar bilhete, que ainda enviam instruções para os pais prepararem a casa com luzes e materiais que podem servir de instrumentos e recriar o ambiente de grande que normalmente se vive nos espetáculos.

Os pais de bebés até aos cinco anos devem inscrever-se no concerto “Bebés em transe” pelo email producao@nullmusicalmente.pt até às 10 horas de domingo, 15, para depois receberem indicações através do mesmo meio. Esta atuação vai contar com os figurinos e oito intérpretes habituais, mas também o solista convidado Daniel Reis.

“Sabemos que alguns instrumentos e modelos musicais são muito importantes, abrem para formas alternativas de estar no mundo, a capacidade de nos transportarmos para outras dimensões e outras formas de estar com o outro”, conclui o diretor artístico, que acredita que a música é uma terapia.