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Música

Fomos a Alvalade comer um gelado com os Capitão Fausto

A banda lança esta sexta-feira o novo álbum, “A Invenção do Dia Claro”. A NiT falou com o grupo no bairro a que chamam casa.
Eles não concordaram nos sabores a escolher.

“Alvalade Chama por Mim” é um dos temas que faz parte de “Capitão Fausto Tem os Dias Contados”, o disco que os Capitão Fausto lançaram em 2016 e que os catapultou para palcos maiores e mais concertos espalhados pelo País, além de uma maior base de fãs. Desta vez, Alvalade chamou por nós, NiT. E tem tudo a ver com a banda que chama casa àquele bairro lisboeta.

Os Capitão Fausto têm um novo disco. Chama-se “A Invenção do Dia Claro” — foi um nome tirado ao poema com o mesmo título de Almada Negreiros — e chegou às plataformas de streaming e lojas esta sexta-feira, 15 de março. O CD está à venda por 10,99€. No mesmo dia lançaram uma das faixas como single: já pode ver o vídeo de “Boa Memória”. A banda vai apresentar o trabalho a 4 de abril na Casa da Música, no Porto (bilhetes entre 14€ e 18€); e no dia 6 tocam no Capitólio, em Lisboa (bilhetes a 18€).

Depois de uma temporada de muitos concertos, onde não gostam — nem têm disponibilidade — de compor, a banda reuniu-se há pouco mais de um ano para trabalhar em novas canções. Foram gravar o disco a São Paulo, no Brasil, nos estúdios da Red Bull Music Academy. Mais de um ano depois, podemos ouvir o resultado.

Dois dias antes do lançamento, a NiT encontrou-se com os Capitão Fausto no seu bairro, mesmo que já não seja bem assim — dentro de instantes já vão perceber. A dois minutos a pé do estúdio onde ensaiam — que pertence a Diogo Rodrigues, baterista de Luís Severo e que grava várias bandas associadas aos Capitão Fausto —, ficam os famosos gelados da Conchanata.

“Vamos lá ver se estão abertos”, diz o vocalista, Tomás Wallenstein, enquanto nos dirigimos para a gelataria. “Eles abrem sempre às 14 horas, mas às vezes simplesmente decidem não abrir de todo. É conforme.”

Por sorte, as cadeiras da esplanada estavam colocadas no exterior e a porta da Conchanata estava aberta. Todos eles cresceram a provar aqueles gelados, mesmo que alguns tenham mais orgulho nisso do que outros (há dois até que têm T-shirts da marca).

Domingos Coimbra, o baixista, pediu um copo de pistácio e avelã. Já o teclista Francisco Ferreira — a que todos chamam Ferrari — optou pelo cone de nata e pistácio. Tomás Wallenstein foi para o cone de avelã e framboesa, enquanto o guitarrista Manuel Palha escolheu (e recomendou) o copo de avelã e nata — nós aceitámos a sugestão e não arrependemos. Só faltava Salvador Seabra, o baterista, que não pôde estar presente — apesar de os seus companheiros garantirem que ele é um dos maiores fã daqueles gelados. 

Ainda vivem todos em Alvalade?
Tomás Wallenstein: Ninguém vive em Alvalade.
Domingos Coimbra: Quando mudámos de casa, procurámos em Alvalade, porque gostamos imenso do bairro e de estar aqui mas na altura, com os preços, foi complicado.
TW: E não foi só isso, havia poucas casas. A oferta é muito reduzida, as coisas que havia disponíveis não davam, mas é uma pena.

Além da Conchanata, que outros sítios é que merecem uma visita em Alvalade?
Francisco Ferreira: Come-se muito bem, gosto de ir almoçar ao Everest Montanha e depois vir aqui comer um gelado. É uma boa atividade.
DC: Também gostamos muito de ir aos… nós dizemos os bombeiros, porque é ao lado dos bombeiros. Mas é a Adega Solar Minhoto, têm o meu bitoque favorito de Lisboa. Muito bom.
TW: Dá para dar uns toques ali na Escola Padre António Vieira, nos jogos de futebol ao final da tarde. Ou jogar ténis logo ao lado.
DC: Se quiserem ser mais ousados podem ir mesmo atrás da Rua do Centro Cultural [onde fica o estúdio dos Capitão Fausto] jogar laser tag. E agora vai abrir uma coisa daquelas de ondas artificiais para fazer surf.
TW: E também há o snooker, ao lado da Fábrica 22. Como é que se chama? Zeitnot? Tem um nome esquisito mas é um sítio giro. Está aberto até às quatro da manhã.
DC: Nós não sabíamos que aquilo existia. Fomos lá no outro dia e estava bué malta a jogar snooker e a beber uns copos. E, regra geral, estava a passar boa música.
FF: E há duas salas muito conhecidas de rock. O RCA Club e o Popular de Alvalade.
TW: Depois há aqui uma coisa muito especial que é um McDonald’s. É das hamburguerias mais antigas de Lisboa [risos].
DC: Tem metro e também o CinemaCity, se quiserem ver uns filmes. Tem um bocado de tudo.