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Música

Crítica: Jessie J, o consolo que Portugal precisava depois da derrota no Mundial

A cantora britânica regressou ao Parque da Bela Vista quatro anos depois e encantou novamente o público. "Price Tag" encerrou o concerto.

A cantora veio apresentar o novo disco.

Quatro anos depois de se estrear no Rock in Rio Lisboa, Jessie J voltou ao Parque da Bela Vista para atuar num dos dois dias mais pop do cartaz desta edição. A cantora britânica já faz parte do grupo de favoritos da família Medina — que também já a levou duas vezes ao Brasil —, e não é difícil perceber porquê.

Se há quatro anos impressionou — naquele que agora classifica como “um dos melhores concertos da carreira” — agora voltou a deixar o público vidrado e a vibrar com a sua música. Jessie J não joga na mesma liga que Bruno Mars, Katy Perry ou Demi Lovato — e isso é positivo para ela.

Não são necessários bailarinos, fogo de artifício ou super efeitos especiais de luzes para um espetáculo incrível. Uma troca de roupa a meio da atuação chegou para preencher essa necessidade do showbiz e o resto foi feito com palavras, mensagem, uma ligação forte com o público e música, muita música.

Jessie J é, obviamente, uma cantora pop. Mas o seu concerto está cheio de texturas sonoras diferentes, que vão desde as guitarradas tensas do rock à delicadeza sensual e intensa da soul e do R&B mais tradicional. Para isso muito ajuda a sua talentosa banda. Da guitarra à bateria, do teclado ao baixo, sem esquecer as essenciais vozes de apoio, a cantora fez questão de apresentar todos, dar-lhes espaço e destaque logo no início, colocando-se num patamar de igualdade. Pelo meio, deu ainda espaço ao seu amigo cantor Luke James para interpretar um tema original, nos seus cinco minutos grátis de promoção.

Jessie destaca-se por se mostrar como uma pessoa normal.