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Música

Concertos na Casa da Música regressam em junho com entrada gratuita

A programação foi redefinida perante o surto do novo coronavírus — e a lotação do espaço será limitada.
O primeiro é da Orquestra Barroca.

Nas últimas semanas, a Casa da Música, no Porto, tem utilizado as suas redes sociais para partilhar vários concertos online  aqueles que não se puderam realizar nas salas devido ao surto do novo coronavírus.

A partir da terceira fase de desconfinamento, a Casa da Música vai reabrir as portas e retomar os concertos. A partir de 1 de junho, a Sala Suggia será a única a ser utilizada e terá uma lotação limitada  mas as entradas serão gratuitas durante todo o mês. Os concertos fazem parte de uma programação redefinida para se adequarem ao momento atual de pandemia.

Como todos os cuidados são poucos, António Jorge Pacheco, diretor artístico da Casa da Música, disse à “Lusa” que optou “pelas medidas mais restritivas” que implicam uma “redução drástica da lotação da sala”. Além disso, é obrigatório usar máscara, cumprir os dois metros de distanciamento social e garantir o material de desinfeção em vários pontos do espaço do Porto.

Também em palco é preciso cumprir todas as medidas de segurança. Não podem estar a tocar mais de 30 a 32 músicos em simultâneo, por exemplo. Foi precisamente por isso que a Casa da Música teve de redefinir a programação para os próximos meses  estavam marcados concertos com músicos estrangeiros que, neste momento, não podem deslocar-se até ao Porto.

Assim, a 1 de junho, o primeiro concerto será da Orquestra Barroca, que vai interpretar peças de William Corbett, Antonio Vivaldi, John Blow, entre outros. No dia 6 é a vez da atuação da orquestra residente, a Orquestra Sinfónica do Porto. Até ao final do mês, a sala de espetáculos vai receber, entre outros, o Quarteto de Cordas de Matosinhos (dia 9), o Remix Ensemble (dia 13), outras duas atuações da Orquestra Sinfónica do Porto (dias 20 e 27), e vários outros concertos de novos talentos.

A Sala Suggia, onde tudo vai acontecer, tem capacidade para mais de 1.200 pessoas. Porém, segundo o diretor da Casa da Música, “não vai ultrapassar muito as 200”. Assim será cumprida a distância de dois metros entre espectadores, havendo exceções para quem partilhe residência.

“Por respeito aos nossos assinantes e ao público, decidimos fazer entrada livre”, afirmou António Jorge Pacheco.