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Música

André Rieu: “Estamos a contar as horas até à noite, parece que é a Passagem de Ano”

A NiT entrevistou o holandês que quase esgotou nove concertos em Lisboa. O primeiro acontece já esta quarta-feira, 13.
Os espetáculos duram duas horas e meia.

Falar em fenómeno é pouco. Há 20 anos que o violinista e maestro André Rieu não vinha a Portugal. Para este ano foi anunciado um concerto em Lisboa — o primeiro de sempre na capital portuguesa. O sucesso junto do público foi tanto que resultou em nove datas na Altice Arena — quase todas esgotadas.

O primeiro espetáculo acontece esta quarta-feira, 13 de março, a partir das 20h30. Ao todo, foram vendidos mais de 100 mil bilhetes. André Rieu (que atua com a orquestra Johann Strauss) é um caso singular na música clássica.

E e os músicos que o acompanham são do mais popular que se pode encontrar nesta cultura erudita. Tanto tocam valsas como temas de filmes, musicais ou óperas. André Rieu já revelou que em Lisboa vão interpretar “A Loja do Mestre André”.

Além disso, os espetáculos são uma enorme festa — em que as pessoas bebem, comem e dançam, algo que é bastante incomum para os concertos de música clássica, onde é habitual haver um silêncio de cerimónia e uma certa contenção na forma de estar.

A performance é feita por 60 músicos e prolonga-se durante cerca de duas horas e meia (tem um pequeno intervalo). O staff conta com 120 pessoas para assegurar que não existem falhas.

Ainda há alguns bilhetes para as performances de março, mas convém despachar-se — André Rieu vai tocar na em Lisboa nos dias 13, 14, 15, 16, 29, 30 e 31 deste mês. Também já estão marcadas para novembro duas atuações extra, para 20 e 21 de novembro, na Altice Arena.

A NiT falou com André Rieu algumas horas antes de o holandês (que tem origens francesas) atuar em Portugal.

Estava à espera desta reação do público português, que fez com que fosse possível que houvesse tantos concertos?
Estive em Portugal há 20 anos e sabia que eu e a minha orquestra éramos bastante populares — e por isso estava à espera que os portugueses estivessem entusiasmados. Mas claro que nove concertos e 100 mil bilhetes vendidos é incrível. Adoram a nossa música no vosso país. Portugal é maravilhoso e as pessoas são muito simpáticas, acolhedoras e também musicais. Estou super entusiasmado e sinto-me honrado por estar em Lisboa pela primeira vez. O número de fãs portugueses em Maastricht [na Holanda] — durante os concertos em julho de 2018 — estava sempre a crescer e por isso já havia um sinal.

Como reagiu à medida que os concertos foram esgotando, um de cada vez?
Fiquei absolutamente chocado que os concertos esgotassem um após o outro. Já estamos em Portugal e mal posso esperar por atuar para todas estas pessoas. É ótimo, também espero que a sala seja boa e estamos todos muito excitados. Estamos a contar as horas até à noite. Parece que é a Passagem de Ano.

Este fenómeno costuma acontecer?
Já aconteceu, por exemplo, quando fizemos 30 concertos em São Paulo, no Brasil. Mas também no México, na Roménia, em Israel e, claro, em Maastricht, para os meus concertos ao ar livre. Essas são as atuações que fazemos em casa, depois de atuarmos por todo o mundo.

Vai dar mais concertos em Portugal, além daqueles que já foram anunciados para novembro?
Vamos regressar em novembro para pelo menos dois concertos. Talvez mais, se os fãs quiserem. Quem sabe. Mas estamos sempre à procura de novas oportunidades e a ver o nosso calendário para perceber quando será possível tocarmos de novo.

Está a preparar algo de especial para estes concertos?
Claro, incluí várias surpresas simpáticas para o público português mas não posso contar tudo — de outra forma não seria uma surpresa. Mas já existem vídeos da minha orquestra a ensaiar “A Loja do Mestre André”. As noites em Lisboa vão estar cheias de valsas maravilhosas, músicas famosas de filmes, partes de musicais e óperas, entre outras coisas. Esta noite arrancamos.