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Música

NOS Alive: afinal, o que significa estar no primeiro festival 5G em Portugal?

Foi apresentada como uma das maiores novidades para este ano mas trata-se de uma simples experiência imersiva.
O NOS Alive apresentou o 5G como uma das maiores novidades.

A edição de 2019 do NOS Alive — a 13.ª de sempre do festival — arrancou esta quinta-feira, 11 de julho, no Passeio Marítimo de Algés, onde fica até sábado, dia 13. Este ano, alguns dos nomes mais sonantes são The Cure, The Smashing Pumpkins, Bon Iver ou Vampire Weekend.

Uma das principais novidades que foi apresentada para este ano foi a rede 5G — o que tornaria o NOS Alive o primeiro festival de música 5G em Portugal. A verdade é que a tecnologia ainda está a ser desenvolvida em todo o mundo e não é possível, com os telemóveis que temos atualmente no mercado (mesmo os mais recentes e modernos) usar realmente essa rede.

O que está a permitir trocar dados a rápida velocidade dentro do recinto do evento — como partilhar fotos no Instagram, enviar vídeos para amigos ou trocar mensagens com alguém na outra ponta do Passeio Marítimo de Algés — é a rede wi-fi que está disponível de forma gratuita para todos os que estão no recinto. Não o 5G, obviamente.

Portanto, a única presença da rede 5G (que e é a forma de Internet mais avançada e rápida) no NOS Alive é uma experiência imersiva específica, que não está sequer disponível para toda a gente. É preciso aceder às bancadas do espaço NOS, de frente para o palco NOS — e para tal é necessário ser cliente, claro, da NOS.

Nestas bancadas, a experiência só está disponível para duas pessoas de cada vez, por só existirem dois pares de óculos de realidade virtual — quem os colocar (além dos auscultadores) pode assistir em direto aos concertos no palco NOS Clubbing, no meio do recinto, que tem dois grandes “5G” assinalados a amarelo.

O NOS Clubbing é o palco que é transmitido em direto.

É realmente uma experiência imersiva no sentido em que a pessoa que coloca os óculos sente que está naquele palco, a ouvir a atuação, e de uma perspetiva de cima. Basta olhar para os lados — e até mesmo para trás ou para baixo — para ver o que está a acontecer em redor, tudo em direto. É bastante diferente e engraçado. Foi este uso do 5G que o próprio Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, veio experimentar ao festival uns dias antes da abertura.

Só existem dois outros pares de óculos no festival, mas estão apenas disponíveis no espaço de convidados especiais da NOS, a grande marca patrocinadora do festival. A vantagem aqui do 5G é que dá para transmitir aquelas imagens a alta velocidade, mas existem outras experiências de realidade virtual noutros festivais e a presença do 5G no NOS Alive não é, realmente, significativa. É antes uma amostra — um teste — daquilo que todos vamos poder experienciar daqui a alguns anos, quando o 5G for de facto uma realidade para a maior parte das pessoas, dentro e fora dos eventos de música.