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Ljubomir Stanisic: “Já fali e já estive na merda, agora quero ajudar as pessoas”

A NiT entrevistou o chef mais mediático do País. Tem um novo livro, vai abrir o novo 100 Maneiras e é a estrela de “Pesadelo na Cozinha”, da TVI.

O chef voltou à televisão este mês.

Poucos sabem dizer com a pronúncia correta o nome Ljubomir Stanisic, mas todos sabem quem ele é. O chef jugoslavo já era bem conhecido e reputado dentro do meio da alta gastronomia em Portugal — mas só depois de participar no “Pesadelo na Cozinha”, que começou a ser transmitido no ano passado na TVI, é que alcançou este estatuto de super estrela.

O reality show foi o programa mais visto do ano passado. A segunda temporada, que estreou a 9 de setembro, tem mantido boas audiências. O chef visita restaurantes de norte a sul do País que têm problemas graves e precisam de ajuda para o negócio sobreviver.

Stanisic também lançou este mês, no dia 18, o seu novo livro. “Bistromania — No Bistro como em Casa” apresenta 100 receitas de comida variada e cocktails, mas não se fica por aí. Conta a história de um dos espaços do chef, o restaurante Bistro 100 Maneiras, em Lisboa. E tem vários episódios de bastidores.

O livro está assinado por Ljubomir Stanisic, mas foi escrito a meias com a sua mulher, Mónica Franco. Tem 304 páginas, é uma edição da Casa das Letras e pode ser comprado por 22,90€.

Se setembro tem sido um mês intenso para o chef, outubro não será mais calmo. As gravações de “Pesadelo na Cozinha” continuam e Stanisic vai abrir o novo 100 Maneiras, mesmo ao lado do espaço anterior. Depois de ter revelado pormenores sobre a sua doença e o incêndio no Adiafa, em Santarém, a NiT falou com o chef mais mediático do País. 

Qual é o seu verdadeiro objetivo com este livro?
Muito simples: homenagear Lisboa, o restaurante Bistro e a gastronomia que existe aqui. Temos este espaço há oito anos, acho que já se tornou um clássico do nosso País. O sítio em si próprio é clássico: o Baco’s, o Tavares Pobre… estamos a falar de um século e meio de restaurantes. Este edifício faz parte da história dos portugueses. É uma coisa que representa muito a minha cozinha e aquilo que sou. Faz muito parte das nossas vidas e do quotidiano português, porque muitas pessoas já passaram por aqui.

Era um livro que queria escrever há muito tempo?
Para aí há um ano. Foi depois do prémio da “Monocle”, que confirmou aquilo que já sabíamos: “Ok, estão a fazer um grande trabalho”.

Como foi reunir todas estas receitas?
Temos muitas e fizemos muitas no Bistro, foi uma escolha baseada naquilo que as pessoas poderiam fazer em casa. A minha cozinha aqui no Bistro é simples, não há grandes complicações. Tentámos foi escolher as coisas de que os clientes mais gostam e que se podem fazer em casa. E qualquer tipo de cozinha dá para praticar em casa. E escolhemos juntamente com cocktails, que o bar do Bistro também ganhou bastantes prémios por causa da coqueteleria ligada à gastronomia. É uma coisa para as pessoas em casa se divertirem, receberem amigos. Não é um livro comercial, não fizemos uma coisa para as massas. E eu sou o palhaço da corrida, mas tudo bem, quem escreve e quem faz é a Mónica Franco. Eu sou o idiota das ideias e chuto para fora, mas quem as organiza todas é a co-autora, que para mim é a autora principal do livro.

Fazendo aqui a ponte com o 100 Maneiras, que vai ter um novo espaço em breve: irá abrir mesmo em outubro, como já tinha sido anunciado?
O restaurante vai abrir quando terminar o meu trabalho na televisão, quando acabar de gravar tudo o que tenho de gravar. Ele está pronto e será quando tiver tempo para me dedicar 100% a ele. Vai abrir em breve, mesmo. Mal acabe a temporada estou a bombar na abertura do novo restaurante. Quero estar concentrado, quero estar lá dentro, quero estar lá fechado.