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Luís Aguilar: “Trabalhar com Bruno de Carvalho foi fácil. Ele é frontal”

A NiT entrevistou o jornalista e comentador de futebol que escreveu com o ex-presidente do Sporting o livro “Sem Filtro”.
Tudo foi feito no espaço de um mês.

Já editou obras sobre Paulo Futre, José Mourinho e Cristiano Ronaldo — além de ter abordado o escândalo de corrupção na FIFA (“Fifa Nostra”) e de ter contado várias histórias sobre o imaginário do futebol português. Desta vez, o jornalista e comentador futebolístico Luís Aguilar escreveu “Sem Filtro”, o livro em que Bruno de Carvalho fala abertamente sobre os seus cinco anos à frente do Sporting Clube de Portugal.

Chegou às livrarias a 15 de fevereiro e aborda todos os temas: desde o ataque à Academia de Alcochete, que acabou por ser o princípio do fim de Bruno de Carvalho no clube aos jogos de poder contra os rivais nos bastidores do futebol nacional.

O livro editado pela Contraponto tem 208 páginas e está à venda por 15,50€. Luís Aguilar escreveu-o em tempo recorde: não demorou mais de um mês. E teve de equilibrá-lo com os textos que faz regularmente para o jornal “Record” e as revistas “Sábado” e “Playboy”, além dos programas desportivos da TVI e TVI24 em que participa.

Em entrevista à NiT, Luís Aguilar explicou como foi trabalhar com Bruno de Carvalho — todas as conversas entre os dois aconteceram na casa do ex-presidente do Sporting.

Há quanto tempo começou a trabalhar neste livro?
Foi um processo rápido, a primeira reunião que tive com o Bruno foi em novembro. Passadas uma ou duas semanas ficou tudo certo com a editora e comecei a falar com ele. Depois foi escrever tudo. Acho que entre a primeira conversa e o último ponto final terão sido 30 dias — ou menos.

Foi bastante rápido.
Foi, nunca tinha feito um livro em tão pouco tempo. Já fiz alguns com prazos apertados, mas assim não. E também não teria sido possível sem a grande disponibilidade que o Bruno sempre teve para o projeto e pela equipa que trabalhou connosco na editora.

E quem é que impulsiona este projeto?
Foi o João Francisco Fonseca, que é meu amigo e amigo do Bruno. Eu e o Bruno não nos conhecíamos e há um dia em que o João me contacta, diz que está com o Bruno e que estão a falar da hipótese de ele escrever um livro. O meu nome tinha aparecido e eu acabei por me reunir com os dois e foi a partir daí que se deu início a este projeto.

Quanto tempo passou com Bruno de Carvalho?
Estive com o Bruno de Carvalho sete vezes, cada uma à volta de cinco ou seis horas. E a última foi já entre o Natal e a Passagem de Ano. Foi escrito com muita pressão e foi um projeto muito intenso. Nessas alturas, vais tirar o pouco tempo que já tens de outras coisas: tiras à tua família — e claro que tive de compensar a minha mulher [risos], logo a seguir de entregar o livro. E tiras tempo às horas de sono, dormi muito pouco nessa altura. É um daqueles momentos em que vais ao supermercado para comprares muitas cápsulas de café e vais escrevendo.

Como foi trabalhar com Bruno de Carvalho?
Foi fácil. Eu não o conhecia anteriormente, não fazia a mínima ideia de como era o homem.

Tem 208 páginas e já se fala de um segundo volume.