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Joana Amaral Dias lança podcast sobre os crimes mais sinistros de Portugal

"Psicopatas Portugueses" foca-se nas histórias de vários homicídios que marcaram o País. Será lançado a 27 de março.
São 12 episódios.

Chama-se “Psicopatas Portugueses” e é o novo podcast de Joana Amaral Dias, que conta alguns dos homicídios mais inacreditáveis da história do nosso País. Esta sexta-feira, 27 de março, vai ter mais um conteúdo com que se entreter durante a quarentena: a psicóloga clínica vai lançar o primeiro episódio em todas as plataformas do formato, como o Spotify ou o iTunes, onde já pode ir ouvir os primeiros teasers.

A série terá 12 episódios com cerca de meia hora, lançados de duas em duas semanas, onde são exploradas as histórias dos crimes que marcaram Portugal mas também o perfil dos seus protagonistas. “Não havia ainda nada dentro desse género no nosso País”, explica à NiT Joana Amaral Dias. “O meu objetivo é explicar estes casos dentro da psicologia forense.”

Na verdade, o tema já vem do ano passado. Em maio de 2019, publicou com a editora Leya o livro com o mesmo nome, “Psicopatas Portugueses”, onde contava 13 histórias reais de morte, perversão e horror. O sucesso da publicação — que, em menos de um ano, já está a caminho da sexta edição — deu-lhe a ideia de lançar um podcast onde pudesse falar sobre outros casos semelhantes.

“O true crime é muito procurado em todo o mundo e não havia ainda nada feito sobre os crimes portugueses. Temos uma galeria de horrores que é equiparável a qualquer galeria internacional”, revela. Ao longo dos episódios, que exploram crimes diversificados, Joana Amaral Dias usa os seus conhecimentos de psicologia forense para fazer um enquadramento psicológico dos psicopatas, as suas motivações e contar as histórias que, garante, são 100 por cento verdadeiras.

“Se fosses ao cinema e as visses num filme não acreditavas que era verdade”, conta à NiT enquanto recorda o caso do primeiro episódio, sobre um homem que matou uma freira em São João da Madeira e a “violou durante três horas”. As informações vêm todas de artigos jornalísticos, peritagens de tribunais e investigações policiais.

A edição de som é da Bruá Podcasts, a produtora independente de podcasts que a ajudou a lançar o projeto — também é possível ouvir a série na plataforma. Todas as histórias são contadas num clima misterioso e arrepiante, com “uma ilustração de som interessante e apelativa” que cria o clima perfeito para uma história de crime. Mas talvez seja melhor não ouvir “Psicopatas Portugueses” quando está sozinho em casa.

Sobre lançar o projeto durante o estado de emergência, Joana Amaral Dias revela que “foi uma coincidência com vantagens e desvantagens”: “Por um lado as pessoas têm mais tempo, mas por outro estão muito absorvidas com o tema do coronavírus, espero que procurem outro tipo de conteúdos porque não faz bem estar sempre a consumir essas informações.”

Todas as histórias de “Psicopatas Portugueses” têm um lado horripilante, mas também curioso. Os primeiros nove episódios, que já estão gravados, falam de todo o tipo de casos e patologias, estendendo-se por várias épocas e géneros “para que haja heterogeneidade” — o critério que os une é serem todos sobre homicídios. Os seguintes três episódios serão gravados mais para a frente, para poder ir respondendo ao feedback dos ouvintes.

Sobre a maneira como tem estado a viver esta fase de isolamento recomendado, Joana Amaral Dias revela à NiT que “tem sido uma revolução em casa” para gerir a nova rotina com a família, apesar de conseguir continuar a escrever e a trabalhar. “Há de demorar um bocadinho, mas vai-se tudo resolver”, remata, otimista.