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J. K. Rowling diz que não se inspirou na Livraria Lello para “Harry Potter”

A autora da saga afirmou que pretende esclarecer algumas associações que são feitas entre locais reais e a história de fantasia.
A livraria foi inaugurada em 1906.

O Porto tem estado sempre associado ao universo mágico de “Harry Potter”. J. K. Rowling mudou-se para a cidade portuguesa em 1991, onde viveu três anos e escreveu vários rascunhos e textos iniciais da obra de fantasia que começaria a ser publicada em 1997. 

As alegadas inspirações da autora britânica no Porto sempre se referiram aos trajes académicos (semelhantes aos de Hogwarts) ou, mais ainda, à famosa Livraria Lello e à sua arquitetura e decoração específica, parecida com os interiores de muitas das divisões da escola de Harry Potter e companhia.

No entanto, esta quinta-feira, 21 de maio, no Twitter, J. K. Rowling explicou que queria começar a esclarecer algumas dessas associações que são feitas entre locais verídicos e a história de fantasia que criou.

A escritora garantiu que a Livraria Lello — que organiza com regularidade eventos dedicados à saga — não serviu de inspiração para “Harry Potter”. “Por exemplo, eu nunca visitei esta livraria no Porto. Nem sequer sabia da sua existência! É linda e gostava de a ter visitado, mas não tem nada a ver com Hogwarts!”

A livraria portuense, que foi aberta em 1906, é uma das principais atrações turísticas do Porto (também por causa de “Harry Potter”) e desde 2015 que cobra uma entrada à porta — valor que depois é descontado se for comprado algum livro.

No ano passado, o espaço adquiriu uma primeira edição da saga de J. K. Rowling por 70 mil euros. Neste momento, por causa da pandemia de Covid-19, encontra-se de portas encerradas.