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Livros

Tudo o que vai mudar na edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa

Além do novo horário, vai haver batalhas gastronómicas, concertos, filmes, selfies e sítios para carregar os telemóveis.

Começa já na sexta-feira.

Ano após ano, a Feira do Livro de Lisboa tem vindo a crescer. 2018 não é exceção — vai haver 294 bancas a vender livros, mais oito do que no ano passado, que já estão a ser montadas no Parque Eduardo VII, no centro da cidade. Ao todo, vão estar presentes 626 chancelas editoriais.

No ano passado venderam-se cerca de 400 mil livros e passaram por lá 537 mil pessoas. A expetativa, claro, é que estes números aumentem desta vez. A Feira do Livro de Lisboa arranca na sexta-feira, 25 de maio, e prolonga-se até ao feriado municipal de 13 de junho, dia de Santo António.

Uma das principais novidades é que a feira vai fechar mais cedo este ano. Em vez das habituais 23 horas, vai encerrar às 22, de domingo a quinta-feira. Isso significa que a tradicional Hora H, em que se podem comprar livros com mais de 18 meses a metade do preço, vai alterar-se e passar para a hora entre as 21 e 22 horas. A ideia é que a hora seja mais adequada para quem leve os miúdos para o evento.

Abre às 12h30, exceto aos sábados e domingos, em que funciona a partir das 11 horas. Às sextas-feiras e sábados, prolonga-se até à meia-noite, enquanto que aos domingos e feriados encerra às 22 horas.

Mais bancas provocou a necessidade de haver mais espaço. Por isso, a feira do livro aumentou a sua área para o cimo do parque e para a zona oeste. É nessa parte do Parque Eduardo VII que vão acontecer várias iniciativas ligadas à gastronomia. Prepare-se para assistir a sessões de showcooking, apresentações de livros sobre culinária ou nutrição, ou ainda uma Supper Star Battle.

Esta novidade consiste numa batalha gastronómica, de homenagem à comida portuguesa, entre quatro chefs. Kiko Sousa, Vítor Veloso, Daniel Cardoso e Flávio Silva vão defrontar-se com ingredientes frescos e utensílios de cozinha. A primeira semifinal está marcada para 31 de maio às 19 horas, enquanto que a segunda acontece a 1 de junho, à mesma hora. A grande final é no dia 2, também às 19 horas. Haverá ainda provas de vinho e lançamentos de livros relacionados com o setor.

Este ano, a zona de restauração da Feira do Livro de Lisboa também é maior. São 34 espaços, das clássicas farturas às bolas de Berlim da Bolas da Praia, passando pelos hambúrgueres da Burguesa, os cafés da Jeronymo, os pratos mexicanos da Mex Food, as waffles do On The Wayffle, as pizzas da PizzaRua, ou os pregos e bifanas do Cantinho da Carla, entre vários outros.

Tal como aconteceu noutros anos, o programa da feira — e as informações úteis — estão disponíveis na app oficial. As praças principais têm agora Wi-Fi, há dois sítios para carregar telemóveis e até um espaço criado para tirar selfies. Este ano mantêm-se ainda o fraldário e o espaço RefresCão, para quem levar a passear o seu cão.

Além dos livros e das apresentações e sessões de autógrafos — já lá vamos —, na Feira do Livro de Lisboa há espaço para concertos e sessões de cinema. Vai desde a Banda do Regimento dos Sapadores Bombeiros ao rock dos Tricycles ou à percussão dos 7.ª Escala.

Os filmes vão ser todos de realizadores portugueses, numa parceria com a Cinemateca Portuguesa. Veja por lá “Cartas da Guerra”, de Ivo M. Ferreira, ou “José e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes. Programas como “Governo Sombra”, da TSF e TVI, ou “Prova Oral”, da Antena 3, vão ter emissões especiais a partir do Parque Eduardo VII.