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Criador do Fyre está a escrever um livro na prisão — e promete um novo festival

Billy McFarland quer contar a sua versão da história, que não será a mesma daquela que foi relatada nos documentários.
Ja Rule e Billy McFarland foram os grandes organizadores.

Billy McFarland, o grande orquestrador do Fyre Festival, que foi um enorme escândalo, está a escrever um livro na prisão para contar a sua versão da história, avança a revista “New York Magazine”.

A ideia é explicar factos que ficaram por esclarecer nos documentários da Netflix e da Hulu focados no festival falhado que foram lançados ao mesmo tempo, em janeiro deste ano. Billy McFarland está a cumprir uma pena de seis anos numa prisão federal em Nova Iorque, nos EUA, pelos crimes de fraude e venda de bilhetes falsos.

Está a escrever o livro à mão a partir da penitenciária e a passar as páginas para a namorada, a modelo Anastasia Eremenko, que as está a digitalizar. Vai chamar-se “Promythus: The God of Fyre” e a ideia é que as receitas com a venda possam servir para atenuar a dívida com que McFarland ficou depois do caso do Fyre Festival. O responsável pelo evento está a dever cerca de 23 milhões de euros a várias pessoas e entidades.

Billy McFarland disse ainda que “o festival não vai ser um único evento”. “Vai acontecer outra vez e por isso a história original vai perder o potencial para ser contada se não for antes do próximo evento.”

Não é sabido se isto estará relacionado com outro festival que já tinha sido antecipado por Ja Rule, outro dos organizadores do Fyre. O músico americano tinha dito em fevereiro que tinha planos para criar outro evento do género, desta vez chamado ICONNic.

Trata-se de uma referência à sua nova app, a ICONN, que vai servir para contratar artistas para concertos — tal como a aplicação do Fyre, que nunca teve sucesso depois do desastre que foi o festival (que supostamente seria para a promover).