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Cinema

Óscar Jaenada: “O Rambo está muito mais zangado do que nos outros filmes”

A NiT entrevistou o ator que interpreta o vilão no quinto e último filme da saga.
Na Comic Con.

A maior personagem de filmes de ação de todos os tempos está de volta: “Rambo — A Última Batalha” é o quinto filme da saga que começou em 1982 e estreia em Portugal já esta quinta-feira, 26 de setembro. Aos 73 anos (sim, já tem idade para exigir um lugar prioritário no elétrico 28), Sylvester Stallone volta a interpretar o mítico John Rambo, mas continua com a mesma forma que tinha há 37 anos atrás, quando encarnou a personagem pela primeira vez. 

Aliás, a idade não foi um impedimento para as cenas mais violentas e cheias de sangue que pode ver neste próximo, e último, filme do que acompanha a vida do veterano de guerra norte americano. Além disso, o seu carisma continua a ser um elemento vital para a história. Em “Rambo — A Última Batalha”, Rambo vive uma vida pacífica nos EUA, perto da fronteira com o México.

Depois de Rambo ter passado pelo Vietname, EUA, Afeganistão, Tailândia e Birmânia, agora é a vez de a história se passar no México. Quando a filha de uns amigos é sequestrada por um cartel mexicano, Rambo volta à ação para o tentar combater e a tentar resgatar. Já sabe o que pode esperar desta missão: mortes, muitas mortes, e bastante violentas. 

O ator Óscar Jaenada interpreta a personagem Victor Martinez, um dos dois irmãos líderes do cartel mexicano. Jaenada esteve presente na Comic Con Portugal — que se realizou de 12 a 15 de setembro, no Passeio Marítimo de Algés e falou com a NiT sobre o filme que estreia esta quinta-feira.

Sempre foi um fã da saga de Rambo?
Sim, eu sou fã desde o princípio. Lembro-me perfeitamente do primeiro filme, sou um grande fã. O segundo filme também gostei muito, e os restantes também, mas o primeiro foi mesmo o que mais me impressionou. O quinto tem algo muito especial no guião e envolve a família. O Rambo está muito mais zangado do que nos outros filmes. Eu acho que este tem algo de muito especial.

Que tipo de pesquisa ou método usou para criar a personagem? Falou com a polícia, por exemplo?
Não. Vi os filmes anteriores, vi o tipo de ritmo e o tipo de maldade que se queria mostrar. Porque este último não se foca só numa personagem má, é uma organização, são dois irmãos que controlam uma aldeia e essa aldeia faz quase toda parte de uma máfia. O Rambo enfrenta toda a aldeia, liderada pelos dois irmãos, Victor e Hugo Martínez. Mas este quinto Rambo dá uma maldade muito mais ampla. E a minha aprendizagem passou por saber como a maldade se expressava nos filmes anteriores, apesar de antes haver sempre só uma personagem que representava o vilão. Para este filme trabalhei muito com o Sergio [Peris-Mencheta] para aprendermos o equilíbrio dessa maldade dividida pelos dois irmãos. Mais do que pesquisa, foi diálogo.

E como foi trabalhar com o Sylvester Stallone?
É trabalhar com o Rocky. Primeiro fiquei assim um pouco em choque, é o Rocky [risos]. Impressiona, mas eu trabalho há muitos anos com grandes estrelas e isso dura muito pouco tempo. Durante um tempo emociona e liga-se à família a contar, mas depois passa e é apenas mais um colega.

É uma saga conhecida por ter muitos homicídios e mortes violentas. Por quantas é que a sua personagem é responsável?
Bastantes. A minha personagem está muito ligada à morte, com as tatuagens e uma série de coisas que acontecem no filme, tem muito a ver com a morte.

Pode confirmar que é o último filme do Rambo?
Sim, sim. Até porque eu o mato [risos]. Não, estou a brincar. Mas sim, é o último porque queimámos todos os cartuchos, tudo o que ainda estava em reserva. Há recursos maravilhosos. Neste fime, o Rambo luta contra coisas mais importantes que nos anteriores.

É a primeira vez que visita Portugal?
Não, estive cá a rodar com o Terry Gilliam “O Homem Que Matou Don Quixote”. Estivemos em Tomar e foi a primeira vez que estive em Portugal. Esta é a segunda. Na Comic Con já estive, na de San Diego, com “Os Perdedores“, há uns dez anos.