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Cinema

Os segredos e regras que Tarantino inventou para evitar spoilers do novo filme

"Era Uma Vez em... Hollywood" estreia esta quinta-feira, com Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, Margot Robbie e Al Pacino.
É a primeira vez que DiCaprio e Pitt trabalham juntos.

Um novo filme de Quentin Tarantino é sempre um acontecimento mundial. Ao longo dos anos, o realizador americano conquistou um verdadeiro estatuto de culto e esta quinta-feira, 15 de agosto, é o dia da estreia em Portugal da sua nova produção, “Era Uma Vez em… Hollywood”.

É uma homenagem à Hollywood do final dos anos 60 e início dos anos 70 — a ação desenrola-se em Los Angeles, nos EUA, em 1969. Nessa altura, Quentin Tarantino tinha apenas seis anos, mas foi uma idade suficiente para guardar muitas memórias dessa era, até porque vivia na cidade californiana.

“O filme tornou-se um grande trabalho de memória”, admitiu o próprio numa entrevista à revista “Entertainment Weekly”. “Grande parte das memórias que tenho dessa altura são andar de carro com o meu padrasto e com a minha mãe. A andar e sempre a ouvir rádio.”

O realizador, que atualmente tem 56 anos, acrescenta: “Lembro-me das publicidades nas paragens de autocarro dos programas locais de televisão. O meu padrasto conduzia um Karmann Ghia, tal como a personagem do Cliff neste filme. Toda aquela cena do Cliff a conduzir e a passar pelos sinais, essa era a minha visão quando andava de carro com o meu padrasto.”

O enredo passa-se durante a época de ascensão do clã do criminoso Charles Manson. Conta a história de Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), estrela de uma série western, e do seu duplo, Cliff Booth (Brad Pitt). A atriz Sharon Tate, que foi assassinada por Manson, é outra das personagens e foi interpretada por Margot Robbie (que no filme usou joias que pertenceram na vida real à antiga estrela de cinema). 

O elenco inclui ainda Al Pacino, Dakota Fanning, Kurt Russell, Timothy Olyphant, Tim Roth, Damian Lewis, James Marsden e Luke Perry, que morreu no início de março, sendo que este foi o seu último papel. 

Uma das coisas que Sharon Tate faz nesta história é ir ao cinema assistir a um filme dela, sem se tratar de qualquer evento especial de estreia. Isso também foi inspirado numa experiência real de Tarantino. O cineasta contou na mesma entrevista que foi ver “Amor à Queima-Roupa” ao cinema num encontro que teve com a namorada no Bruin Theatre, em Los Angeles. Esse projeto que estreou em 1993 foi escrito por Tarantino, mas realizado por Tony Scott.

“Eu estava num encontro, fomos ver o ‘Amor à Queima-Roupa’ e pensei: ‘Sabes, eu escrevi este filme, talvez me deixem entrar de graça’. Não que precisasse do dinheiro, mas era aquela coisa de: ‘eu faço parte deste filme!’”