Cinema

Muvi: os filmes sobre música estão de volta ao São Jorge

São cerca de 200 curtas e longas-metragens, seis concertos, três exposições e várias conversas com o público.

Charles Bradley é uma das estrelas de "Living on Soul".

É o único festival de cinema em Portugal exclusivamente dedicado à música e está de volta. O Muvi arranca esta quarta-feira, 15 de novembro, e prolonga-se até domingo, dia 20. Ao todo, vão ser exibidos no Cinema São Jorge, em Lisboa, cerca de 200 filmes, entre curtas e longas-metragens, portuguesas e internacionais, distribuídas por várias secções.

A sessão oficial de abertura, às 21h30, dá-se com o documentário “Eu, Meu Pai e os Cariocas”, realizado por Lúcia Veríssimo, sobre os últimos 70 anos da música brasileira e da história do próprio país, contada a partir do grupo Os Cariocas e de um dos seus membros, o maestro Severino Filho, pai da realizadora.

Depois de ser exibido no Doclisboa, outro filme em destaque é “Diálogos Ou Como o Teatro e a Ópera se Encontram para Contar a Morte de 16 Carmelitas e Falar do Medo”, sobre o processo criativo de Luís Miguel Cintra no Teatro Nacional São Carlos. Pode ser visto na quinta-feira, 16 de novembro, pelas 21h15. No mesmo dia, o Cinema São Jorge recebe “House Sounds”, onde dois jovens dos subúrbios de São Paulo, no Brasil, expandem a cultura jamaicana do soundsystem pelos guetos da cidade.

Na sexta-feira, dia 17, o Muvi tem em destaque “Fantasma Lusitano”, o filme sobre Jorge Bruto, o músico que passou por bandas como Capitão Fantasma, Club Sin, Bruto and the Cannibals ou a Tribo do Rum. Começa às 21h15. Pela mesma hora, e numa sala ao lado, é exibido “Cordas”, um filme de Marta Gomes sobre Orlando Trindade, um construtor de instrumentos de várias épocas, sobretudo de cordas.

Sábado é o dia para “Pôr a Minha Vida no teu Ouvido”. Realizado por André Santos, este documentário, que pode ser visto a partir das 21h15, foca-se nos Wet Bed Gang, grupo de rap de Vialonga que tem sido um dos maiores fenómenos de popularidade do hip hop português nos últimos anos, e a influência que teve a morte do seu amigo Rossi.

15 minutos depois, a história de Barbra Streisand é contada em “Barbra Streisand, Naissance D’Une Diva” — desde a infância complicada em Brooklyn, em Nova Iorque, até aos musicais da Broadway.

No último dia em que serão exibidos filmes, domingo, 19 de novembro, o festival começa com uma sessão especial de “A Fábrica de Nada”, o musical português que tem acumulado prémios nos festivais de cinema internacionais. A história acontece numa fábrica e passa-se durante os anos da crise económica portuguesa e dos tempos de austeridade. Para ver às 15 horas.

A sessão de encerramento oficial acontece com “Living On Soul”, pelas 18h30. Este filme de Jeff Broadway documenta três noites de concertos no Apollo Theater, no Harlem, em Nova Iorque, com Charles Bradley, Antibalas e Sharon Jones & The Dap-Kings. Desde os anos 70 de James Brown que não havia uma residência de tantas noites neste espaço histórico.

A programação inclui ainda concertos de bandas como Clementine, Lâmina, Electric Man, Iguana Garcia, Acid Acid e Homem em Catarse; exposições e conversas com o público. O programa completo pode ser consultado no site do festival.

Os bilhetes para o Muvi custam 4€ por sessão, com descontos de 50 cêntimos para todos os que tiverem menos de 25 ou mais de 65 anos. Desempregados e estudantes só pagam 2€. Apesar disso, algumas sessões especiais são grátis. Também é possível comprar um passe geral para todo o festival por 40€ (20€ para desempregados e 30€ para menores de 25 anos pessoas com mais de 65).

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