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Cinema

Já vimos o novo “O Rei Leão” — e, sim, vale mesmo a pena ir ao cinema

O filme de Jon Favreau conta a mesma história, aquela que todos adoramos, mas com imagens modernas e de qualidade.
O filme estreia esta quinta-feira, 18 de julho.

Quando estreou em 1994, “O Rei Leão” tornou-se de forma instantânea um dos filmes mais icónicos da Disney — e esse estatuto só tem crescido ao longo dos anos, o que é natural. As coloridas paisagens africanas em animação, a história da disputa pelo “trono” da selva, a banda sonora e o comic relief de Timon e Pumba foram razões mais do que suficientes.

Passados 25 anos, tal como fez com “Aladdin”, “A Bela e o Monstro” ou “Dumbo” — e vêm aí mais, como, por exemplo, “Mulan” —, a Disney decidiu atualizar a história de “O Rei Leão” e embrulhá-la numa produção de imagem real, com uma estética muito mais moderna e avançada.

O filme realizado por Jon Favreau foi criado inteiramente em estúdio — todos os cenários e animais foram feitos por computadores, através de uma plataforma de realidade virtual, o que é impressionante.

A NiT já viu o filme e, sim, vale bem a pena ir ao cinema descobrir esta versão da história — sobretudo se for em IMAX, que nos transporta diretamente para aqueles cenários incríveis que parecem tão autênticos e verdadeiros, apesar de serem completamente virtuais.

Em Portugal, estreou a 18 de julho e já é o mais visto do ano. Não é um filme igual ao original, cena a cena, plano a plano — há ligeiras alterações —, porém, também não existe nada de surpreendente na narrativa. É exatamente aquela que conhecemos (e quase todos adoramos) desde os anos 90.

Portanto, a grande mais-valia deste projeto — sobretudo para um público que conhece bem o primeiro — é poder ver aquela história com animais que parecem mesmo reais, que de alguma forma falam sem isso sequer parecer estranho. Uma das melhores cenas é quando Simba começa a comer insetos com Timon e Pumba — as cores e texturas de toda aquela biodiversidade e natureza são espetaculares. Parece que estamos mesmo lá.

O facto de ser em imagem real dá uma vivacidade diferente, especialmente nos momentos com mais perigo, como aqueles em que aparecem as traiçoeiras (e ao mesmo tempo hilariantes) hienas. A cena da morte de Mufasa no desfiladeiro, com a debandada dos gnus, é particularmente forte porque nos parece muito mais verdadeira neste novo filme. E há um lado bastante violento nesta história, como sabemos, que aqui ganha um outro grau de intensidade.

É isso, de facto, aquilo que esta produção acrescenta — já que a história permanece exatamente a mesma. Claro que do ponto de vista do marketing é uma grande aposta e pode ser uma boa opção para mostrar esta narrativa a novas gerações, mesmo que não seja um remake de todo necessário.

A banda sonora voltou a ser produzida por Hans Zimmer e os momentos musicais estão ótimos, são algumas das melhores partes. O facto de Beyoncé e Donald Glover (mais conhecido no mundo da música como Childish Gambino) interpretarem as versões adultas de Nala e Simba também ajuda, claro.

Como atores, porém, não são os que se destacam mais. Aí temos de falar de James Earl Jones, que dá a voz a Mufasa; Chiwetel Ejiofor, que é Scar; John Oliver, que é o pássaro Zazu; e Billy Eichner e Seth Rogen, que interpretam, respetivamente, Timon e Pumba, uma das melhores duplas de sempre — e que aqui continuam muito fortes, sempre ao estilo Hakuna Matata.

O novo “O Rei Leão” tem quase duas horas — sendo que o original tem uma hora e meia. Apesar disso, sente-se que há algumas transições bastante rápidas no enredo, que poderiam ser melhor aproveitadas, como o momento em que Simba e Nala, já jovens adultos, se reúnem depois de vários anos separados. De qualquer forma, não há dúvidas: vale a pena recordar a magia de “O Rei Leão” numa versão modernizada.

nota NiT: 85%