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Cinema

Já pode ver no cinema a última transformação radical de Christian Bale

“Le Mans ‘66: O Duelo” pode ser um candidato aos Óscares. O outro ator principal do filme é Matt Damon.
O filme estreou esta quinta-feira, 14 de novembro.

Para interpretar Dick Cheney em “Vice”, Christian Bale teve de fazer mais uma transformação radical ao seu corpo — o que o tornou praticamente irreconhecível. O filme de Adam McKay teve sucesso e o ator foi nomeado para um Óscar, apesar de não ter vencido o prémio.

Na altura, Bale explicou que lhe tinha custado imenso ganhar tanto peso — apesar de ser conhecido por estas transformações para papéis específicos, a idade fazia com que cada uma fosse cada vez mais difícil.

A questão é que logo a seguir às gravações de “Vice”, o ator teve de perder 31 quilos para o papel que faz no filme que estreou esta quinta-feira, 14 de novembro, e que é mais um candidato aos Óscares. 

“Le Mans ‘66: O Duelo” conta uma história baseada em factos reais, de uma altura em que a Ford investiu tudo para enfrentar a Ferrari na pista de Le Mans em 1966. É uma produção sobre altas velocidades, adrenalina, competição e, claro, companheirismo. Christian Bale interpreta o piloto Ken Miles, enquanto Matt Damon tem o papel do designer de carros Carroll Shelby.

No fundo, Christian Bale regressou à forma mais ou menos normal — até porque tinha de caber dentro dos carros. “O Christian tinha acabado de filmar o ‘Vice’, e no tempo que decidimos fazer o filme até começarmos as gravações, ele perdeu 31 quilos”, contou Matt Damon sobre o colega ao “Men’s Journal”.

E acrescentou: “No primeiro dia das gravações, eu perguntei: ‘Como é que fazes isso?’ Já perdi e ganhei peso para vários papéis e há muitas teorias sobre como o fazer. Ele apenas olhou para mim e disse-me: ‘Não comi’.”

No entanto, esta será a última transformação radical na vida de Christian Bale. Numa entrevista com a CBS, o ator disse que não planeia fazê-lo de novo. “Eu digo muitas vezes que já chega, e acho que é desta, tem de ser.”

Outra curiosidade sobre este filme é que o circuito de Le Mans já não existe como era nos anos 60. Ou seja, foi necessário encontrar alternativas. Ao longo de cinco semanas, vários locais no estado americano da Georgia serviram como a maior parte da pista, sendo que as cenas do início da pista e da meta foram filmados num aeroporto em Agua Dulce, no estado da Califórnia.

“Vês um carro em seis locais diferentes, em duas costas do país, mas tem de parecer que é a mesma pista”, comentou o realizador James Mangold com a revista “Entertainment Weekly”. “Foi um fardo de continuidade e organização, porque o nível de sujidade no carro, a qualidade da luz, a direção da chuva e o luar tinham de ser todos o mesmo.”

Christian Bale gravou ele próprio algumas das cenas a conduzir o carro, mas houve duplos para as cenas de alta velocidade — que poderiam ser bastante perigosas, já que era necessário interpretar a personagem ao mesmo tempo. “Era como se conduzisses a 180 quilómetros por hora enquanto mandavas mensagens.”

À mesma publicação, James Mangold explica que tentou fazer um filme que agradasse ao público que não tem grande ligação com o mundo dos carros — e que não se sente atraído, à partida, por este tipo de histórias.

“Parte do que tento fazer é atingir os não convertidos. Muitas vezes só se prega para a audiência que já está construída, e eu tento aqui fazer um filme que tenha uma chance de dar às pessoas uma experiência nova, de que elas não estariam à espera.”