NiTfm live

Cinema

As críticas mais violentas e duras ao filme “Bohemian Rhapsody”

A biografia dos Queen era uma das produções mais esperadas do ano, mas tem sido uma desilusão.

“Bohemian Rhapsody” pode estar na lista dos flops do ano. O filme que conta a história dos Queen — que tem Rami Malek no papel de Freddie Mercury — era muito esperado, mas está a ser uma desilusão para a crítica.

No site Rotten Tomatoes, que aglomera as classificações das críticas dos principais órgãos de comunicação social internacionais, o filme tem apenas 45% de críticas positivas. Apesar disso, tem sido um sucesso de bilheteira em todo o mundo — em Portugal estreou na quarta-feira, 31 de outubro — e no Rotten Tomatoes tem uma avaliação positiva de 92% da perspetiva do público.

Um dos principais defeitos que é apontado ao filme, sobretudo para fãs dedicados e estudiosos dos Queen, como o cronista da NiT Nuno Bento, que assistiu à estreia em Londres e ficou completamente desiludido, são os vários erros ou imprecisões históricas que “Bohemian Rhapsody” faz — a NiT reuniu oito dos principais.

Apesar disso, o filme que foi realizado por Bryan Singer teve a produção executiva dos únicos músicos dos Queen que ainda estão vivos e no ativo: Brian May e Roger Taylor.

A “Indiewire”, por exemplo, é arrasadora. “Na maior parte do tempo, o filme faz-te sentir que existe um conjunto de atores talentosos a interpretar a página da Wikipédia dos Queen. E todos eles a falsificar os factos quando estas estrelas do rock começam a parecer-se demasiado com pessoas reais.”

A “Variety” notou que o single “Somebody to Love”, de 1976, estava a faltar no filme. “Diz muito que o ‘Somebody to Love’ não esteja no filme, porque não só é uma das melhores canções deles, como é uma das mais autobiográficas de Freddie. Podia ter sido uma epifania — mas o filme afasta-se disso, porque se está a afastar da ousadia emocional que Freddie Mercury estava a cantar.”

O “The Sun” também não escreveu uma boa crítica. “Se a intenção era fazer com que as pessoas abandonassem o cinema e imediatamente descarregassem a incrível música da banda, então Brian May e Roger Taylor tiveram mais do que sucesso. Se estavam à espera de algo mais do que uma versão excessivamente otimista daquele que poderia ser um dos melhores filmes biográficos de sempre — tenham cuidado.”

Já o “New York Post” diz que o filme tem “um guião vazio, performances excessivas e parece que foi gravado numa sauna”.

O “The Guardian” atribuiu duas em cinco estrelas. “‘Nós não seguimos fórmulas’, disseram os membros dos Queen por volta de 1975. Mas qualquer um que esteja à espera que este filme de Freddie Mercury parta da obra-prima do rock do título [“Bohemian Rhapsody”] ficará desapontado.”

O “Screencrush” também tem vários defeitos a apontar. “A sexualidade complicada de Freddie é deixada quase toda fora do filme e o resto dos Queen são tratados como instrumentos musicais com perucas dos anos 70 e poucos sentimentos, mas um suporte de microfone tem direito à sua própria história de origem.”