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Cinema

2018, o ano em que Julia Roberts ganhou duas novas e incríveis vidas

“O Ben Está de Volta” chega ao cinema esta semana e a estreia da atriz em televisão tem três nomeações para os Globos de Ouro.
Julia Roberts insistiu para trabalhar com o filho do realizador.

1989: “Flores de Aço”, uma nomeação para o Óscar de Melhor Atriz Secundária. 1990: “Pretty Woman: Um Sonho de Mulher”, a explosão mundial e mais uma nomeação para um Óscar, desta vez na categoria de Melhor Atriz. 1997: “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, o cabelo ruivo e encaracolado que todas as mulheres queriam ter e mais de 262 milhões de euros de lucro em todo o mundo. 1999: “Notting Hill”, uma estrela de Hollywood a fazer de estrela de Hollywood e um dos filmes românticos mais adorados das últimas décadas. 2000: “Erin Brokovich”, uma história verídica, finalmente o Óscar e um discurso cheio de piadas. 2010: “Comer Orar Amar”, um sucesso de bilheteira e uma crítica dividida. 2014: “Um Quente Agosto”, um drama intenso e a quarta nomeação para os Óscares.

A carreira de Julia Roberts podia resumir-se assim, nestas sete vidas que teve no cinema. Com cada um destes êxitos falou-se do grande regresso da atriz, mas a verdade é que ela nunca esteve realmente ausente — apenas fez parte de projetos menos mediáticos ou brilhantes. A única verdadeira pausa aconteceu em 1992, depois de “Hook”, realizado por Steven Spielberg mas um dos grandes flops dos anos 90. Seguiu-se uma breve aparição em “O Jogador” para voltar ao estrelato em “Dossier Pelicano” (1994).

Dizer que 2018 é o ano do grande regresso de Julia Roberts (como o definem várias publicações) está errado e ela mostra, aos 51 anos, que a ideia de que os grandes papéis de Hollywood estão reservados para mulheres mais jovens é apenas um mito. Prova-o não só no cinema, mas também em televisão, onde se estreou em novembro.

Esta quinta-feira, 27 de dezembro, chega às salas portuguesas com “O Ben Está de Volta”. Na história é Holly Burns, uma mãe que tenta desesperadamente manter o filho longe dos vícios quando este regressa inesperadamente a casa após uma estadia numa clínica de reabilitação. O filme é realizado por Peter Hedges, nomeado para o Óscar de Melhor Argumento Adaptado em 2002 com “Era Uma Vez Um Rapaz”, e Lucas Hedges (filho dele) é o ator que faz de filho de Roberts. Contudo, a ideia foi da atriz.