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Cinema

Os 10 melhores diálogos dos filmes de Tarantino

Estreia esta quinta-feira "Os Oito Odiados". Como presente, oferecemos-lhe uma recordação incrível: as falas mais incríveis nos filmes anteriores do realizador. Veja se concorda.

Mr. Orange não tinha esta alcunha só porque sim. E também não se chamava Freddy Newandyke porque Quentin Tarantino achou engraçado dar um nome esquisito à personagem interpretada por Tim Roth em “Os Cães Danados”, o primeiro filme do realizador, de1992. Mr. Orange tinha esta alcunha e o apelido Newandyke porque Tarantino tem sempre de ter referências holandesas nos seus filmes — é uma pancada como outra qualquer. Orange (ou laranja) é a cor dos holandeses, Newandyke é uma derivação de um dos apelidos mais populares na Holanda, Nieuwendijk.

Em “Pulp Fiction”, realizado dois anos depois de “Cães Danados”, há uma referência a Amesterdão no célebre diálogo entre Jules (Samuel L. Jackson) e Vincent Vega (John Travolta) sobre as diferenças nos nome dos hambúrgueres do McDonald’s e do Burger King na Europa e nos Estados Unidos. “Em Amesterdão, por exemplo, podemos pedir uma cerveja no McDonald’s”, diz Jules a Vega. Lá está: Holanda. Mais tarde vemos Vega a fumar tabaco da marca Drum (adivinhou, é holandesa). Já agora, sabe como se chamava a rainha da Holanda em 2003, quando estreou o volume 1 de “Kill Bill”? Beatrix, o nome da personagem interpretada por Uma Thurman. Última: em “Jackie Brown” há uma referência a Rutger Hauer (“Blade Runner”, “A Mulher Falcão”, “Terror na Auto-Estrada”, só coisas boas). Pois, é holandês.

Isto tudo para quê? Para que se perceba que Tarantino não escreve nada por acaso. É um mestre em diálogos. Foi por isso que ainda antes da estreia de “Pulp Fiction”, o amigo Tony Scott lhe ligou a pedir por tudo para lhe dar uma ajuda nos diálogos do filme “Maré Vermelha”, porque a coisa não estava a correr como ele queria. Tarantino reviu os diálogos e deu a volta a algumas conversas, mas nem sequer aparece nos créditos. Ele percebe disto de pôr as personagens a falar.

Esta quinta-feira é um dia especial para quem gosta de cinema: é o dia em que estreia um filme novo de Tarantino (é um acontecimento, uma coisa que devia obrigar toda a gente que gosta de cinema a gastar dinheiro num bilhete para ir a uma sala). Ainda não sabemos de que forma é que Tarantino enfiou referências à Holanda em “Os Oito Odiados”, mas temos a certeza que o filme irá ter pelo menos um ou dois diálogos memoráveis.
Para lhe deixar com ainda mais vontade de ir ver este novo filme, recordamos-lhe aqueles que consideramos serem os melhores diálogos em filmes realizados por Quentin Tarantino (e não escritos — deixámos de fora “Amor à Queima Roupa”, uma parte de “Quatro Quartos” ou “Aberto Até de Madrugada”, por exemplo).
Carregue na imagem acima para ver as nossas escolhas.