Moda

“Wish me fuck”: é assim a nova coleção de robes sexy para noivas

A linha pertence a Rita Álvares Pereira, designer de moda e ex-concorrente do programa da RTP, "Cosido à Mão".
Há cinco modelos.

A Avenida da Liberdade, em Lisboa, estava cheia quando o anúncio soou bem alto naquela noite de 12 de junho de 2004. A Marcha do Castelo tinha acabado de ganhar o Prémio Figurino. Rita Álvares Pereira, a autora dos fatos, nem queria acreditar. 

“Recordo-me perfeitamente do momento, claro. As roupas tinham duas tonalidades de verde, uma mais clara e outra escura, e castelos nas saias em balão,” conta à NiT. Na altura, a lisboeta estava a meio do curso de Cenografia e Figurinos, na Escola Superior de Teatro e Cinema, na Amadora.

A Marcha do Castelo, em 2004.

Desde miúda que desenhava vestidos com as amigas e, na altura dos Santos Populares, via as marchas a partir da varanda. “Foi tudo natural. Lembro-me que fui ter com a organização das marchas e sugeri fazer os fatos. Mostrei-lhes as minhas ideias e eles gostaram. A partir daí, comecei a colaborar com eles”.

A parceria foi-se mantendo ao longo dos anos com alguns interregnos. Este ano, contudo, Rita decidiu que já não queria mais desenhar os figurinos e decidiu manter apenas a parceria com a Marcha Infantil de São Vicente.

Mas voltemos ao início da história. Após terminar a licenciatura, em 2006, a mulher de 37 anos começou a trabalhar na área em que se formara. Dois anos depois colaborou durante seis semanas com o Cirque du Soleil e trabalhou com frequência em projetos do Teatro Nacional de São Carlos.

À parte disso, ia desenhando vestidos para as amigas. Em 2011, a afilhada de casamento Maria João Dornelas fez-lhe um pedido especial.

“Ela ia casar e eu ia ser a madrinha. Pediu-me para criar o vestido de noiva, uma proposta muito simples com alças cruzadas atrás. Na cintura tinha uma faixa entrançada com várias cores que fizemos em conjunto”.

O vestido de Maria João Dornelas.

O vestido foi um sucesso. Por isso — e depois de muita insistência por parte dos clientes que conheciam de perto o seu trabalho —, Rita Álvares Pereira decidiu, há cerca de dois anos, criar uma marca de vestidos de noiva. E assim nasceu a Rita Costumista.

Para dar a conhecer o seu trabalho, inscreveu-se, em setembro de 2017, no “Cosido à Mão”, um programa da RTP que procurava o melhor costureiro amador de Portugal.

“Fui passando nos castings e entrando na onda. Tenho um espírito um pouco competitivo e confesso que queria ganhar. Na verdade, o programa era mais virado para a costura e eu gosto mais da parte do design, mas achei que era uma boa rampa de lançamento.”

Depois de três semanas a gravar intensamente todos os dias, Rita acabou por chegar à final. Porém, não sabe se ficou em segundo ou terceiro lugar. “Eles anunciaram o vencedor, que ganhou o prémio, mas não disseram nada sobre os outros dois”, conta à NiT.

Apesar da derrota, a designer continuou a desenhar as coleções de vestidos, até que em março deste ano decidiu criar uma linha de robes para noivas. “Elas são muito fotografadas enquanto são maquilhadas ou estão a arranjar o cabelo. Achei que era bonito terem uma peça vestida com que se identificassem, assim algo irreverente”.

Os primeiros modelos foram desenhados em parceria com a Hardcore Fofo, uma marca portuguesa que faz bordados alternativos, e com o tatuador Hugo Makarov. No total, há três tipos de peças: umas em malha metálica; outras com desenhos pintados à mão; e ainda outras com frases excêntricas. Para ter uma noção, “Wish me fuck” e “Badass Bride” são algumas das sugestões que vai encontrar nos modelos.

As propostas são de tamanho único e estão à venda a partir de 120€ através do Facebook e Instagram da marca Rita Costumista. Por marcação, a designer atende no atelier de Alvalade, que fica no número 36A da rua Alexandre Rey Colaço.

Carregue na galeria para conhecer melhor a coleção de robes.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

NiTfm

AGENDA NiT