Moda

Mariana: a filha de Simão Sabrosa cresceu e lançou uma marca de roupa super cool

Tem 19 anos e muitos carimbos de viagens no passaporte. A NiT falou com esta adepta ferrenha do Benfica e do Barcelona.
Tem 19 anos.

A fotografia é tão bonita que Mariana Sabrosa acaba sempre por repetir a sua publicação nas redes sociais de cada vez que o Sport Lisboa e Benfica ganha um título importante. Na imagem, o pai Simão carrega ao colo o pequeno irmão Martim. Ela, com o cabelo loiro e lenço da águia atado na cabeça, aconchega-se junto aos dois.

A recordação foi tirada numa das muitas vezes que a jovem agora com 19 anos entrou pela mão do jogador no relvado do clube. “Eu tinha para aí quatro, cinco anos, nunca vou esquecer. Era mesmo giro entrar no campo assim, aconteceu muitas vezes”, conta Mariana à NiT.

Fotografia de Simão Sabrosa.

Quem sempre acompanhou a carreira futebolística de Simão Sabrosa recorda, de certeza, este cenário e o rosto dos seus dois filhos. Contudo, ao ver as fotografias mais recentes de Mariana pode não reconhecê-la: “Mudei imenso, estou morena e era super loirinha.” A jovem mudou, cresceu, mas garante manter a mesma educação de sempre, baseada em humildade e pouco exibicionismo.

Nasceu em janeiro de 2001 em Barcelona, Espanha, numa altura em o pai dividia balneário com craques como Luís Figo ou Josep Guardiola. “Quando tinha seis meses, mais ou menos, o meu pai assinou contrato com o Benfica e eu e a minha mãe [Filipa Valente] mudámo-nos para Cascais, onde vivo até hoje.”

As primeiras memórias que tem foram, claro, em ambiente de festa de futebol. “Corria pelos corredores do estádio, ia assistir a muitos jogos. É por isso que ainda hoje sou uma adepta ferrenha do Benfica e do Barcelona [risos].”

À parte disso, a jovem lembra-se de viajar desde muito nova. “Fazíamos muitas viagens, primeiro os três e depois a quatro, quando o meu irmão Martim nasceu, tinha eu dois anos. Íamos a muitos sítios, mas acho que as cidades de que melhor me recordo, e onde volto muitas vezes, é Barcelona, claro, e Roma.”

Mariana viveu com o pai até aos seis anos. Em 2007, o futebolista assinou contrato com o Atlético de Madrid, fez as malas e rumou novamente a Espanha. “Nós ficámos cá e íamos até lá de 15 em 15 dias e nas férias. A minha mãe sempre quis dar-me estabilidade e não achava bem andarmos sempre a mudar de escola“, conta.

Aos oito anos, a agora estudante de Arquitetura teve o primeiro momento de independência. “O meu pai vinha cá passar o Natal e pedi-lhes para ir ter com ele mais cedo. Fui com uma hospedeira e passei dias muito giros. Depois regressámos a Portugal juntos. A minha infância foi sempre muito disto.”

Foto de Simão Sabrosa Fãs.

Nesta altura — e até ao nono ano de escolaridade — Mariana andou nos Salesianos do Estoril. Embora tivesse noção de que o pai era uma figura pública, diz nunca ter “ligado muito a isso”. Era até bastante engraçado quando os seus amigos se encontravam com Simão.

“Achavam imensa piada, pediam autógrafos. Nas minhas festas de aniversário era sempre uma euforia”, recorda. Havia, contudo, uma parte mais chata: “Era desconfortável quando íamos almoçar fora ou eu chegava à escola e tinha lá fotógrafos à porta. Mas o meu pai também não ligava muito e incutiu-me essa maneira de ser.”

Embora longe, o atleta sempre fez questão de estar presente na vida dos filhos. A certa altura, ainda a jogar no Benfica, usou uma fotografia de Mariana na braçadeira de capitão — uma forma de lhe dedicar os golos. Contudo, a Liga proibiu-o de fazê-lo. “Recordo-me vagamente disso, mas não sei pormenores. Lembro-me sim de ele ter uma T-shirt com o meu nome por baixo do equipamento, que mostrava sempre que marcava.” 

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Campeões desde pequeninos ❤️

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Quando terminou o nono ano, Mariana mudou-se para o Colégio Amor de Deus, em Cascais. Na infância ainda sonhou ser veterinária — recorda com carinho as cadelas Minnie e Meggie, esta última que até viajou muito com ela —, mas foi em Artes que acabou por ser feliz.

“Adorava desenhar e a minha mãe sempre me disse que eu era menina para ir para esse curso. Contudo, os meus pais nunca me influenciaram a nada e sempre me deram liberdade para escolher. Seguir o Secundário nesta área foi uma opção minha”, explica.

Já em plena adolescência, a discrição da infância manteve-se. “Óbvio que os meus colegas sabiam quem eu era, mas consegui sempre que a fama não me afetasse. Dizia que era ‘a Mariana’, nem sequer falava no meu apelido. Sempre fui ensinada a fazer as minhas coisas sozinha e sem dúvida de que os meus pais tiveram um papel muito importante na minha maneira de ser.

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no quarteirão

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Após terminar o Secundário, Mariana decidiu seguir Design. “Entrei na faculdade que queria, na Ajuda, mas não tive média para esse curso. Como não conseguia ficar parada optei por inscrever-me em Arquitetura. Fiz este ano e agora vou tentar mudar”, conta.

Desde há três anos que também passou a dedicar-se a um projeto na área da moda. “Fazia imensas mandalas. Há quem não acredite, mas acalma imenso e ajuda a passar o tempo. Certo dia vi um blusão da minha mãe super simples e pedi-lhe para me deixar lá pintar uma.”

A jovem acabou por tornar uma peça vulgar em algo diferente e foi muito elogiada pelos amigos. No final de 2017 começaram a pedir-lhe mais exemplares e a estudante não quis deixar escapar um novo negócio: criou a Slow Flow.

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voltar aqui sempre!!

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“A marca é muito à base de mini coleções que faço. As pessoas podem também dar-me uma peça para personalizar ao seu gosto. Existem as duas vertentes”, explica. As propostas são todas vendidas através da conta de Instagram e têm vários preços: há T-shirts desde 12€, blusões de ganga a 38€ e calções a partir de 30€, por exemplo.

Daqui a cinco anos, Mariana espera que a marca se torne num sucesso. “Vejo-me já licenciada, a fazer um gap year para depois tirar um Mestrado em Design de Comunicação. E, claro, quero que a Slow Flow desenvolva mais.”

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“shiny” lilac version ••

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Não será, com certeza, difícil. Afinal, a filha de Simão Sabrosa é considerada uma influencer no Instagram, rede social na qual tem mais de 14 mil seguidores. “Lembro-me de andar para aí no sexto ano e achar imensa piada ao Instagram. Passado um tempo, a minha mãe sugeriu que pusesse a conta pública porque ia tornar-se na plataforma do momento. Depois foi tudo orgânico, mas quando ganhei mais seguidores foi agora na quarentena.”

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•• baby teus’ cool jacket

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Mariana — que já tem mais dois irmãos, Simão de seis anos, e Mateus de quatro, de relações posteriores do pai e mãe — confessa que recebe muitas mensagens. “Partilho muitas fotografias do meu dia a dia. Há miúdas que me perguntam onde é que comprei determinada peça de roupa, dizem que gostam muito do meu estilo.” Felizmente, não lê comentários depreciativos. “Não recebo críticas diretamente, por acaso.”

Na rua, como mudou muito de aspeto físico, não costumam reconhecê-la. “Estou completamente diferente de quando andava a correr nos corredores do Benfica. O meu irmão, como é igualzinho ao meu pai, sofre mais com isso. Há muita gente que ainda hoje diz que o meu pai é um traidor, principalmente os sportinguistas. Mas atenção que não tenho nada contra eles. Eles esquecem-se que há sempre uma historia por trás e dizem essas coisas.

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