Lojas e marcas

Reclamações por causa de compras online disparam 250%

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor recebeu cerca de 3500 queixas.
Cuidado, muito cuidado.

“Se é verdade que os consumidores, confinados às suas casas, optaram mais pelo comércio eletrónico, também é verdade que os conflitos aumentaram exponencialmente — 250 por cento — relativamente ao período homólogo de 2019”, revela a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.

Numa nota divulgada esta quinta-feira, 28 de maio, citada pela “TVI24”, a Deco faz saber que recebeu cerca de três mil e quinhentas reclamações sobre compras online durante os primeiros cinco meses do ano.

As queixas dos consumidores referem-se, na maioria, ao comércio de bens eletrónicos e eletrodomésticos, vestuário, calçado e brinquedos. As denúncias mais frequentes, explica a Deco, estão relacionadas com as dificuldades na contratação, na entrega dos bens e na segurança dos meios de pagamento.

A associação avança que a oferta de lojas digitais aumentou, mas que o número de burlas também acompanhou esta lista, nomeadamente em sites de anúncios e redes sociais, “que levaram a que muitos consumidores tivessem ficado sem o bem e o valor pago.”

“É fundamental que as empresas reforcem os seus canais digitais, os serviços de entrega e o apoio ao cliente e que se promova uma maior literacia sobre os direitos digitais dos consumidores junto destes e das empresa”, diz a Deco em forma de conclusão.

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