Lojas e marcas

A My Cloma vai buscar a sua casa a roupa que já não usa (e ainda lhe dá dinheiro)

Em apenas três dias, a plataforma já vendeu mais de 20 por cento das 400 peças que colocou à venda para o lançamento.
Ana e a equipa.

“Sempre gostei de comprar em segunda mão e fui educada no sentido de que o que já não era útil para alguém poderia ser útil para mim”, começa por explicar à NiT Ana Catarina Monteiro, de 20 anos. A estudante de Contabilidade e Administração no ISCAP, no Porto, lançou a 28 de junho a My Cloma, uma nova plataforma de vendas que serve para aumentar a vida útil das peças de roupa usadas.

Durante vários anos, Ana tinha por hábito doar a roupa que já não queria, mas cedo percebeu que havia uma falha no mercado: “Podia haver um sítio onde as pessoas pudessem vender a sua roupa para ser usada por outras“, explica. Começou por colocar algumas peças à venda no OLX e noutras plataformas de venda até criar a sua própria página de Instagram, em maio do ano passado, e a procura “foi enorme”.

O seu irmão, Fernando Monteiro, de 33 anos, já tinha alguma experiência na área de gestão e Ana decidiu pedir-lhe ajuda para criar um serviço que pudesse “responder a esta necessidade”. “Ele tem mais experiência e visão de mercado para me ensinar a fazer crescer o negócio”, acrescenta Ana. Juntos, reuniram uma equipa e criaram a plataforma My Cloma.

A 17 de maio, começaram as recolhas de roupa para vender no site e os pedidos multiplicaram-se rapidamente. Com a roupa que recolheram ao longo do primeiro mês, criaram as bases para lançar o site no final de junho.

Quem quiser solicitar uma recolha de roupa usada só tem de ir ao site da My Cloma, selecionar a opção “vender” e pagar os portes de recolha. Mais tarde, a empresa entra em contacto para solicitar as informações importantes para dar continuidade ao processo. Depois de solicitarem as informações e o dia, recolha é feita por uma transportadora que vai a todo o território continental.

Quando a roupa chega até eles, Ana explica que esperam uns dias até abrir as caixas por causa da pandemia. “Primeiro fazemos uma triagem e escolhemos as peças que preenchem e não preenchem os requisitos” — quando se verifica o segundo caso, pode ser feita uma devolução ao cliente ou uma doação a uma ONG.

De seguida, é feita uma valorização das peças com uma nota que indica as marcas de uso para colocar no site, são tiradas fotografias e os produtos ficam disponíveis. Se forem vendidos, a My Cloma oferece uma comissão ao dono da peça, sendo que 2€ por unidade ficam sempre para a plataforma. Se a venda tiver valores até 9,99€, os vendedores recebem 50 por cento; se for entre 10€ e 49,99€, ficam com 25 por cento; e se for superior a 50€, o valor que recebem será de 10 por cento.

“Tentámos criar um negócio vantajoso para vendedores e clientes”, explica a fundadora. Do ponto de vista dos compradores, o site funciona como uma loja online normal. “Temos secções para todos os géneros e idades, mas recebemos mais roupa de mulher”, conta.

Os produtos são atualizados diariamente no site. “Até agora já recebemos mais de 250 pedidos de recolha, temos mais de 2800 peças aceites pela equipa e já doamos mais de 2 mil peças a ONG”, revela. Nos primeiros três dias, venderam 20 por cento dos produtos que disponibilizaram na plataforma, de um total de 400 peças iniciais que incluem saias, vestidos, calças, blusas, sapatos e acessórios.

Entre as vendas que mais se destacaram, Ana recorda uma carteira da Valentino que foi “logo vendida” no primeiro dia por 150€. “Temos várias marcas na nossa plataforma, desde Guess, Levi’s, Bimba y Lola ou marcas mais básicas, como Zara ou Mango. É uma plataforma para todos os gostos e para todas as carteiras”, conclui.

A seguir, carregue na galeria para conhecer algumas peças à venda na My Cloma.

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