Lojas e marcas

Esta marca portuguesa criou uma camisola que substitui o uso da máscara

A GOKÄ será lançada no outono e alia a nanotecnologia com o setor da moda. É uma peça única e super original.
Inovador.

Chama-se GOKÄ e é uma nova marca portuguesa, de Vila Nova de Famalicão, que chegará ao mercado no outono. A empresa aliou a nanotecnologia com o setor da moda para criar uma peça de proteção individual.

“A nossa empresa [MO TEX] é especializada em confeção para a área do desporto. Com o início da pandemia no País, começámos a fazer máscaras para a população e equipamentos de proteção para o Serviço Nacional de Saúde, e tivemos a ideia para este projeto”, explica à NiT Márcia Olivéria, dona da marca.

A coleção cápsula será lançada no final de setembro, ou início de outubro, ainda sem data definida. Dela farão parte três modelos de sweatshirts e três de calças, assim como golas de proteção individual, e máscaras.

Todas as peças serão feitas com um acabamento antimicrobial, que neutraliza vírus como o SARS-CoV-2. “Os tecidos convencionais acumulam humidade e são propícios à proliferação de bactérias. Com este tecido inovador, há um controlo da humidade, e um ambiente antivírico”, explica-nos a criadora.

Ou seja, se um vírus como o SARS-CoV-2, ou outro qualquer, chegar à roupa — por exemplo através do toque de uma superfície contaminada —, este é neutralizado (morre). Não contamina o seu utilizador, nem passa para outra superfície que este possa tocar. Além disso, estas peças acabam por ser mais confortáveis, por regularem a humidade.

Porém, a peça mais inovadora desta coleção será mesmo a gola integrada numa das sweatshirts. Nos outros casos, as golas serão um complemento para substituir a máscara de proteção e são feitas com outro tecido de excelente eficácia.

Chama-se nanofibra e é utilizado em equipamentos técnicos. A fundadora acredita que esta é a primeira marca a utilizar a nanofibra no setor da moda. “Este tecido tem uma elevada capacidade de filtração. É um super filtro, que além de bactérias, não deixa passar a poluição, o pólen…”

A membrana de nanofibra — que ficará na zona frontal da gola que é ajustável ao rosto — tem um nível de filtração de 99 por cento e muita respirabilidade. O filamento tem um diâmetro cem mil vezes menor do que um fio de cabelo. As tecnologias foram testadas pelo Textile Research Institute, de Espanha, e pelo Institut Pasteur, de Lile, em França.

“Pensamos que estas peças poderão ser muito úteis sobretudo no contexto do ensino e das atividades desportivas”.

A Sweat Hoodie, a peça principal da coleção, deverá custar entre os 40€ a 50€. O valor final ainda não foi definido. As peças serão lançada no início do outono na loja online.

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