Lojas e marcas

Centros comerciais de Lisboa contra obrigatoriedade de encerramento às 20h

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais diz não compreender a decisão do governo.
Não compreendem.

Entre as novas medidas para contenção da propagação do vírus na região de Lisboa e Vale do Tejo apresentadas ontem pelo governo — e publicadas esta terça-feira, 23 de junho em Diário da República — está a obrigatoriedade de encerramento de todos os espaços comerciais a partir das 20h, com exceção para os restaurantes que servem jantares. A medida não foi em recebida pelos centros comerciais, que já disseram não compreender a medida que vai impor novas restrições às lojas, apenas pouco mais de uma semana da sua reabertura.

Em comunicado enviado às redações, citado pela “Renascença”, a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) diz não compreender a decisão do governo. “Limitar o horário de funcionamento dos Centros Comerciais na Área Metropolitana de Lisboa pode potenciar uma maior concentração de pessoas, e isso é precisamente o contrário do que queremos que aconteça.”, refere o comunicado.

No mesmo documento, a APCC refere que compreende “a preocupação do Governo e das autoridades de saúde em minimizar os riscos de ajuntamentos à margem das regras em vigor”, mas refere que “os centros comerciais, pelas características da sua operação, e por cumprirem regras de limitação de entradas, não têm nem nunca tiveram ajuntamentos“.

A associação sublinha ainda que a medida que entrou em vigor esta terça-feira vai “criar fatores de incerteza com impactos negativos na operação dos Centros, dos seus lojistas e na confiança dos visitantes”.

Recorde-se que ainda esta segunda-feira, 22 de junho, os centros comerciais anunciaram que já têm 99 por cento das lojas a funcionar e que os clientes estavam a regressar.

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