Lojas e marcas

Câmara do Porto veta projeto do El Corte Inglés na estação ferroviária da Boavista

A cadeia espanhola pretendia construir uma super loja, um hotel e um edifício de habitação.
Teve parecer desfavorável dos serviços da autarquia.

O Pedido de Informação Prévia apresentado pelo El Corte Inglés para o terreno da antiga estação ferroviária da Boavista, no Porto, teve parecer desfavorável dos serviços da autarquia, noticia a “Lusa”, citada pelo “Observador”.

O Movimento por um Jardim Ferroviário (MJF) refere que “soube que a proposta de decisão final apresentada pelos serviços da câmara foi desfavorável, tendo por base a auscultação de vários departamentos internos da Câmara Municipal do Porto (CMP) e de entidades externas, que se pronunciaram, na quase totalidade, negativamente”.

“Tanto quanto pudemos apurar, o promotor não se pronunciou nesse período, pelo que temos assim a legítima expetativa de que seja brevemente comunicada a decisão de arquivamento do processo, indo desta forma a CMP ao encontro da vontade expressa por quase cinco mil subscritores da petição a favor de um jardim público no centro da Boavista e não mais um centro comercial, assim como do movimento cívico pela preservação do edifício histórico da estação de comboios da Boavista”, destacam.

De acordo com a agência, o pedido foi submetido em outubro de 2019. O objetivo seria a construção de um grande armazém comercial, de um hotel e de um edifício de habitação, comércio e serviços, adiantava o “Público” em novembro.

Logo desde o início, o projeto foi altamente contestado: a referida petição conta com 4810 signatários e 60 personalidades ligadas à academia e ao património ferroviário pediu a classificação como Imóvel de Interesse Público daquele local.

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