Lojas e marcas

Associação diz que os centros comerciais portugueses estão em risco de falência

Se for aplicado o regime que permite aos lojistas pagar apenas uma parte das vendas, estes espaços não vão mesmo sobreviver.
A situação é delicada.

Há vários centros comerciais em Portugal que poderão falir nos próximos meses. O alerta foi feito esta segunda-feira, 29 de junho, pela Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC). Em causa está a possibilidade de o governo dar aos lojistas a oportunidade de pagarem apenas uma parte das rendas até ao próximo ano. 

A APCC refere que “a criação de um regime excecional para que, até março de 2021, os lojistas dos centros comerciais paguem apenas a componente variável das rendas coloca em causa a viabilidade dos centros comerciais”, sublinhando que esta medida “pode conduzir alguns deles à falência”. A APCC refere ainda que só o facto de haver esta possibilidade “demonstra desconhecimento do modelo de negócio dos centros comerciais, que correspondem a elevados investimentos com retornos relativamente baixos, tendo, por isso, como proprietários sobretudo investidores de muito longo prazo”. 

Contas feitas, a associação estima que, caso a medida seja aplicada, poderemos assistir ao encerramento de mais de duas mil lojas e ao desaparecimento de quase 25 mil postos de trabalho diretos e 50 mil indiretos.

O alerta da associação que representa 93 centros comerciais de todo o País surge na sequência da reunião do Conselho de Ministros da semana passada, onde foi aprovada uma proposta de lei que altera o regime excecional para as situações de mora no pagamento de rendas no arrendamento não habitacional. O objetivo da medida, refere o governo, é “alargar as rendas passíveis de diferimento”, e “estabelecer novas regras para o seu pagamento diferido e prever um mecanismo que facilite o acordo entre senhorio e arrendatário para liquidação das rendas não pagas”.

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