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O histórico moinho de água inglês que voltou ao ativo devido à falta de farinha

Há 50 anos que o Sturminster Newton Mill, em Inglaterra, não produzia, mas devido à pandemia teve de retormar a atividade.
Fica nas margem do rio Stour.

O Sturminster Newton Mill deixou de ser uma das principais atrações turísticas de Dorset, no sul de Inglaterra, para retomar a atividade que começou há mil anos: a produção de farinha. O histórico moinho de água não era usado para produção industrial há 50 anos, mas devido à escassez de farinha na região, em resultado da pandemia de Covid-19, teve de voltar ao ativo.

Este moinho foi construído nas margem do rio Stour em 1611, mas registos históricos dão conta que naquele mesmo local já existia uma estrutura idêntica desde 1016. O Sturminster Newton Mill produziu farinha à escala industrial até à década de 70. Depois disso, passou apenas a atração turística.

Há 50 anos que não produzia à escala industrial.

Manteve-se perfeitamente funcional já que produzia pequenas quantidades de farinha que depois eram usadas na produção de pão entregue nas visitas guiadas, mas também na produção de algumas recordações que eram possíveis de comprar na loja de lembranças do espaço.

Nos últimos meses, o moinho deixou de receber visitantes, devido à Covid-19, e a empresa responsável pelo espaço decidiu voltar a dar-lhe o devido uso, num período em que a farinha tem sido um dos produtos mais em falta na região.

Durante os 10 dias em que estive operacional em abril, o Sturminster Newton Mill moeu uma tonelada de trigo. Em circunstâncias normais, seria a quantidade que necessitavam para um ano. O resultado foram 200 sacos, com mais ou menos um quilo e 300 gramas cada um, entregues a lojas e padarias locais.

“Num período normal, apenas trabalhávamos com o moinho dois dias por mês. Isso dava-nos farinha suficiente para trabalhar durante todo o ano”, explicou à BBC Pete Loosmore, um dos moleiros do espaço.

O moinho funciona com a força da água.

“Foi bom trazer este lugar ao ativo e voltar a ser algo que costumava ser quando trabalhava seis dias por semana”, continuou. “Estamos a fazer isto apenas enquanto a crise durar. O objetivo é ajudar o nosso negócio, mas também também a comunidade local devido à falta de farinha”, explicou Imogen Bittner, outro dos moleiros.

“Temos uma vantagem em relação aos grandes produtores que são não têm máquinas nem mão de obra para colocar a farinha em sacos mais pequenos para a distribuição”; continuou.

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