Gourmet e Vinhos

Guinness está a usar o excesso de cerveja para plantar árvores de Natal

A bebida está a ser usada como fertilizante. É uma forma de não desperdiçar o que tem sobrado por causa da pandemia.
O produto segue por rotas sustentáveis.

Com os cafés, bares e discotecas a fechar portas repentinamente, as cervejeiras foram algumas das empresas que viram o seu negócio comprometido. Parte do excedente da cerveja que não foi comercializada teve de ser deitada ao lixo, porém, foram encontradas outras opções para a reutilizar. Oferecê-la aos proprietários dos bares, destilá-la para fazer desinfetante para as mãos ou, no caso da Guinness, usá-la para plantar árvores de Natal.

Numa entrevista recente à “Press Association“, Aidan Crowe, diretor de operações da cervejaria Guinness St. James’s Gate em Dublin, na Irlanda, disse que, entre os vários barris de cerveja em excesso, uma grande parte está a ser utilizada para fins sustentáveis.

“Basicamente, o que fazemos é retirar toda a cerveja, decantá-la e dispersar o produto por várias rotas ambientalmente sustentáveis. A grande maioria da cerveja vai para plantações de salgueiros e árvores de Natal, para ser utilizada como nutrientes nessas fazendas”. Aparentemente, a bebida é um fertilizante bastante saudável para os terrenos.

O retorno de “centenas de milhares de barris” à sede da cervejaria criou na empresa uma crise sem precedentes. “Queríamos garantir que a forma como administramos as dificuldades e, consequentemente, a cerveja, fosse ambientalmente sustentável, porque isso é extremamente importante, não apenas para os nossos negócios, mas obviamente para o país como um todo”.

O diretor de operações da Guinness explicou ainda que, quando não vai servir de fertilizante, as sobras da cerveja está a ser processada em biogás ou simplesmente a ser compostada.

Felizmente, com o desconfinamento, a Guinness está a voltar a aumentar a produção de barris na cervejeira. “Agora, felizmente, estamos a aumentar a produção muito, muito fortemente durante os meses de junho e julho”.

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