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Concorrente do “MasterChef” oferece massa pela janela a profissionais de saúde

Marla Liguori participou na versão inglesa do concurso e agora está fazer pasta e a distribuir a médicos e enfermeiros.
Marla Liguori vive há mais de dois anos em Londres.

Marla Liguori foi uma das concorrentes da última edição inglesa do “MasterChef”, que passou até ao início de abril na BBC. Como muitas pessoas, está de quarentena em casa, mas não quis deixar de ajudar os profissionais de saúde que todos os dias apoiam doentes com Covid-19. Por isso, teve a ideia de lhes oferecer doses de pasta fresca pela janela.

“Fiz algumas contas e descobri que organizar dois jantares para oito amigos custa o mesmo do que alimentar cerca de 100 médicos, enfermeiros e farmacêuticos”, explicou ao “Metro UK”. Mora perto de hospitais de St. Bartholomew, da University College e de St. Thomas, em Londres, e via todos dias vários profissionais a passar na rua a caminho dos trabalhos.

As entregas são feitas pela janela.

“Ao início nem era pasta que fazia, mas dava qualquer coisa que estivesse a cozinhar para o jantar.” É através da janela, e com recurso a uma corda, que entrega os sacos, tudo para manter o distanciamento social. As futuras cunhadas estão a estudar a estudar no Canadá, de onde Marla Liguori é natural, o que a inspirou a ajudar estes profissionais.

“Trabalham em turnos longos então pensei no que faria para os ajudar se estivesse em Vancouver. Fazer pasta pareceu-me uma coisa natural.” Foi através do Instagram e da rede de contactos que fez no “MasterChef” que espalhou a notícia da iniciativa. Correu muito bem já que em 10 dias produziu 40 lotes de tagliatelle e teve de fazer uma encomenda de 50 quilos de farinha tipo zero zero.

“Se posso alimentar funcionários cansados após um dia de trabalho, isso é super impactante para mim.” É através da página de Instagram que pede aos profissionais de saúde que a contactem. Explica para enviarem uma mensagem privada com a informação da hora a que vão sair para que tenha a dose de pasta pronta a tempo.

O tagliatelle é o que mais sai.

Depois passam pela rua e lá está Marla Liguori com uma corda à varanda a fazer chegar o saco. Houve quem já a tivesse incentivado a criar mesmo um negócio e a ganhar dinheiro com isso, mas não é algo que pretenda neste momento, talvez no futuro .

“Fico feliz em continuar ajudar médicos e enfermeiros.” Prevê que mesmo que existam medidas que façam o país voltar a uma normalidade possível, vai continuar a produzir pasta durante os próximos meses.

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