Cafés e Bares

A nova vida de bares e discotecas como cafés “não faz sentido”

A partir de sábado, 1 de agosto, podem funcionar mas não como espaços noturnos.
Caracóis no Lux Frágil?

Foi em meados de março que o País parou para travar a evolução da pandemia. Nos últimos meses, o desconfinamento tem chegado a alguns setores mas os bares e discotecas continuaram à espera.

Na quinta-feira, 30 de julho, o Governo fez saber que os bares e discotecas vão poder reabrir mas terão de funcionar com regras semelhantes às de cafés, pastelarias e casas de chá: na área metropolitana de Lisboa fecham às 20h, no resto do País, os bares vão poder manter-se abertos até à uma da manhã (com entradas permitidas até à meia-noite). Com as novas regras, o espaço que antes era de dança pode ser ocupado por mesas e esplanadas. As novas regras passam a aplicar-se a partir deste sábado, 1 de agosto.

Citado pelo “Observador”, em declarações à Lusa, José Gouveia defende que esta possibilidade “não faz sentido”. O presidente da Associação Nacional de Discotecas e porta-voz do movimento O Silêncio da Noite considera que “não há aqui nenhuma alteração, não há aqui nenhum benefício, não há aqui nada a declarar”.

Recorde-se que, nesta fase, o País ainda se encontra em estado de alerta, com limitação de concentração de pessoas até 20. Na área metropolitana de Lisboa, ainda em contingência, as concentrações estão limitadas a 10 pessoas.

Entre as reações no setor houve críticas e até algum humor. A Lux Frágil, no Instagram, partilhou uma publicação em modo snack-bar com um irónico “há caracóis”.

Já o Deejay Kamala, que além de DJ é empresário, perguntava de forma irónica “sou só eu que acho que estes senhores estão a brincar com as nossas vidas?”.

Os empresários dos bares e discotecas que optem por não abrir nos moldes agora possíveis podem continuar a usufruir do lay-off simplificado. Quem optar por reabrir passa a estar noutro contexto e a poder beneficiar do novo regime para quem tenha quebras muito significativas, e de apoio à retoma.

Com a pandemia ainda a fazer-se sentir em Portugal e no mundo, a concentração de pessoas em espaços fechados continua a ser um fator de risco para a Covid-19.

Para este setor, que vai a caminho do seu sexto mês nas condições atuais, a situação complica-se. O momento ainda será de espera por um novo contexto diferente daquele em que, como escrevia ontem o “DN”, os “bares e discotecas podem abrir desde que não sejam bares e discotecas”.

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