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Mais de 30% dos restaurantes não reabriu depois do desconfinamento

A AHRESP realizou um inquérito e concluiu ainda que em quase metade as empresas a faturação ficou abaixo dos 10 por cento.
O setor da restauração foi um dos mais afetados pela Covid-19.

Duas semanas depois de poderem reabrir ao público, mais de 30 por cento dos restaurantes em Portugal não o fez. Esta é uma das conclusões do inquérito feito pela AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) a alguns dos seus associados. O valor médio da faturação conseguida também ficou abaixo dos 10 por cento em quase metade das empresas.

Foram 1510 as respostas válidas que a AHRESP conseguiu entre 31 de maio e esta quarta-feira, 3 de junho. Desse total, 36 por cento não reabriu a 18 de maio e dos que voltaram à atividade, 45 por cento teve uma faturação média abaixo dos 10 por cento.

Em junho estes espaços esperam faturar até 10 mil euros. Outro valor preocupante diz respeito às insolvências onde 36 por cento dos restaurantes admite que pode avançar para essa solução nos próximos meses.

Do que diz respeito ao lay-off, 21 por cento das empresas admitiu à AHRESP que não recebeu qualquer apoio relativo à primeira tranche que deveria ter chegado por parte da Segurança Social. Mais de metade (62 por cento) revela que pode não conseguir pagar salários este mês se não for recebido o apoio do estado.

Ainda sobre os salários, 16 por cento admite que não conseguiu pagar salários em maio e 18 por cento diz que será muito complicado manter todos os postos de trabalho até ao final do ano. Muitas empresas tiveram de recorrer a financiamento. Em 33 por cento dos casos, o processo foi aprovado, mas o dinheiro ainda não ficou disponível.

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