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Restaurantes de Jamie Oliver entram em insolvência e podem vir a fechar

O chef britânico tem mais de 20 espaços em Inglaterra. Estão em risco mais de mil postos de trabalho.
Podem fechar mais de 20 restaurantes.

O grupo de restaurantes de Jamie Oliver entrou em insolvência e estão agora em risco de fechar mais de 20 espaços em Inglaterra. A consultora KPMG foi chamada esta terça-feira, 21 de maio, para tomar conta do processo — é algo que está previsto na lei do país para proteger os credores. No império do chef britânico trabalham mais de mil pessoas, que podem vir a ficar no desemprego. Incluem-se no grupo os Jamie’s Italian, o Fitfteen, o Barbecoa e o Jamie Oliver’s Diner.

Segundo o jornal “The Guardian”, o grupo de restaurantes estava com dificuldades financeiras há alguns meses e andava à procura de investidores. Tal acabou por não acontecer, daí ter chegado esta situação.

O restaurante de Lisboa foi inaugurado em fevereiro de 2018 — juntando-se aos mais de 60 espalhados pelo mundo. Segundo a marca presente em Portugal, nada irá acontecer com este espaço. “A operação internacional não é afetada por esta decisão, uma vez que tem acontecido um percurso inverso, de elevado desempenho e crescimento”, é referido em comunicado.

Jamie’s Italian do Príncipe Real “tem seguido esta tendência com uma excelente performance (…), cumpridor de todas as responsabilidades e compromissos que tem assumido junto dos seus clientes”.

No texto refere-se ainda que o problema no Reino Unido é isolado, “incerto com a incógnita do que será o Brexit e o fim do boom do período dourado da restauração (…) com o fecho de 750 restaurantes”.

“Estou devastado que todos os nossos muito amados restaurantes no Reino Unido tenham entrado em insolvência. Estou triste com este desfecho e gostava de agradecer a todas as pessoas que se dedicaram a este negócio nos últimos anos”, disse Jamie Oliver na página oficial de Facebook.

Segundo o “The Guardian”, em 2018, o grupo de restaurantes teve perdas de 22,80 milhões de euros, isto devido a uma quebra de 11 por cento nas vendas. No passado, a cadeia só não ficou na bancarrota devido a uma injeção de capital de 14 milhões de euros.

Todo este processo não coloca em risco o negócio dos livros e dos programas de televisão. Ambos continuam a ter resultados positivos, segundo a publicação britânica.