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Depois de despedir 500 funcionários, Gordon Ramsay reage às críticas com insultos

Uma jornalista gastronómica comentou a decisão do chef nas redes sociais e não ficou sem resposta.
Deta vez não se ficou pelo silêncio.

Desde o final de março que os 12 restaurantes de Gordon Ramsay em Londres, Inglaterra, estão encerrados. O chef despediu 500 funcionários e foi alvo de vários ataques, alguns deles vindos da equipa com que trabalhava. Anca Toropu denunciou e criticou a atitude do chef, mas não foi a única. Também uma jornalista utilizou as redes sociais para deixar um comentário à situação, mas desta vez teve uma resposta à Ramsay. 

“Mais uma vez, um dia em que vários milionários não irão colocar as mãos nos bolsos, enquanto os pequenos fazem tudo o que podem pelos seus funcionários”, escreveu no Twitter Marina O’Loughlin, uma jornalista e crítica gastrómica. Mais tarde respondeu à própria publicação com: “E sim, falo do Ramsay.”

Em relação às denúncias feitas por Anca Toropu, que disse que os trabalhadores foram tratados como lixo no processo de rescisão de contratos, Ramsay não se pronunciou. Já nas declarações de Marina O’Loughlin não se deixou ficar e comentou também no Twitter

Claramente nunca geriste um negócio e, mesmo assim, durante estes tempos difíceis para todos, escondes-te atrás de patéticos tweets, controla-te. Ataques baratos de uma crítica egoísta e frustrada”, escreveu Gordon Ramsay.

E continuou. “Tu críticas comidas para viver. Há restaurantes fechados por causa da tua caneta venenosa, porque eles não te beijaram o cu. Já te passou pela cabeça retribuir nestes tempos difíceis? Não faço nada, mas coloco minhas mãos nos bolsos há anos.”

A este tweet Marina respondeu apenas com um “maravilhoso”, que teve direito a uma série de corações por parte de Nigella Lawson. Marina O’Loughlin ainda enviou um link para o chef com o site que fala do método Wim Hof, que consiste em ficar durante algum tempo em temperaturas abaixo de zero.

Apesar dos ataques, também houve quem falasse bem de Ramsay. “O Gordon vai pagar à equipa até 17 de abril, muito mais do que muitas empresas fizeram ao pagar só 80 por cento que depois reclamam ao governo”, escreveu The Vigilante Sasquatch.

Além dos 12 restaurantes em Londres, a partir desta quarta-feira, 1 de abril, três espaços que tinha em Hong Kong também encerraram, o Maze Grill, Bread Street Kitchen e o London House. Garry Bissett, o diretor de marketing do grupo, apenas disse à “Tatler” que “não era comercialmente viável operar os restaurantes depois de uma crise política e agora com a da Covid-19”. Neste caso, ainda não houve relatos de despedimento coletivo como ocorreu em Inglaterra.