NiTfm live

Cafés e Bares

Macaúva: no novo bar do Porto é a cachaça quem manda

Fica na rua Miguel Bombarda e tem cocktails, petiscos e muita cultura.
Aqui é o típico bar brasileiro

A música diz “Você pensa que cachaça é água?” e, em parte, é um pouco o que a maioria das pessoas pensa por cá. Talvez não literalmente, mas a cachaça ainda é vista por muitos como uma bebida menor e de pouca qualidade. É precisamente isso que a nova Cachaçaria Macaúva Porto tenta desmistificar.

A casa-mãe da Macaúva nasceu no interior de São Paulo e prima por ter uma cachaça de qualidade. O nome veio de um pequeno coqueiro, macaúva, que existia em frente à casa onde foi feito o primeiro bar. A partir daí, o motor principal de tudo isto é a paixão pela cachaça.

“O nosso papel é mostrar que a cachaça é a melhor bebida do mundo”, defende Marcelo Moschetti, dono da Cachaçaria Macaúva Porto, em conversa com a NiT.

O professor universitário, de 47 anos, veio do Brasil para Portugal em fevereiro de 2019 para abrir esta cachaçaria, cuja inauguração aconteceu a 31 de outubro desse mesmo ano, na Rua Miguel Bombarda. Mais do que um simples bar, este espaço pretende ser uma casa de cultura brasileira, o que inclui, além das bebidas, música, dança, literatura e até uma galeria de arte onde têm exposto vários artistas brasileiros.

Começando pela cachaça, o objetivo é provar ao público que a cachaça não é uma bebida menor e para isso há aqui vários tipos desta bebida, sempre de qualidade superior. Um copo de cachaça pode começar nos 3,50€, mas os cocktails mais pedidos são mesmo as caipirinhas. Há a versão tradicional (6€), a Dois Continentes (6,50€), que leva lima e limão, e até uma versão com tamarilho, quando é a época do fruto. Outra especialidade é o Pega Leve (8€), um cocktail batido de cachaça, gelo, lima, açúcar e banana que foi criado por Marcelo.

“Agradamos aos clientes pela cachaça, porque a maioria das pessoas não conhecem cachaça de qualidade. Por isso, quem vem cá volta e traz mais gente”, diz o proprietário.

Um bom bar não se faz sem os seus petiscos e aqui tudo tem esse lado da cultura brasileira e, como tal, é feito na hora para estar quentinho e perfeito para os clientes. Há pão de queijo (8€), coxinhas (2,50€), empadas (2€), pastéis (5€) e até mandioca frita (3,50€). Para adoçar a boca há o pão de mel (2,50€), uma espécie de bolinho que tem tanto de bom como de calórico.

No que toca à animação do espaço, a música ambiente costuma ser uma seleção especial de samba rock com um pouco de forró. Para os amantes deste género, o sábado é o dia ideal para visitar o espaço porque é a noite dedicada ao forró. Na última sexta-feira de cada mês há também uma tertúlia literária.

O próximo passo, quando o bar estiver mais estabilizado, será internacionalizar ainda mais a cachaça e, a nível pessoal, Marcelo poder retomar a vida académica. Até lá, iniciou uma outra aventura em conjunto com a mulher, Maísa Tolentino: a Confraria da Cachaça no Porto. A organização reúne-se uma vez por mês desde junho de 2019 para partilhar o seu amor por esta bebida e fazer provas de várias marcas sobre as quais dão o seu parecer.

Carregue na galeria para ficar a conhecer melhor este novo bar.