NiTfm live

Gourmet e Vinhos

Atomik: a vodca que é destilada a partir de ingredientes recolhidos em Chernobyl

Apesar de feita com grãos verdadeiros recolhidos na zona de exclusão, a bebida não é radioativa, garantem cientistas.
Made in Chernobyl.

Chama-se, apropriadamente, Atomik, mas não é atómica, frisam os produtores. A nova “vodca artesanal” no mercado é feita com grãos e água da zona de exclusão de Chernobyl, e é o primeiro produto de consumo a sair da área abandonada em torno da usina nuclear danificada em 1986.

Segundo a “BBC“, a equipa de investigadores e produtores iniciou o projeto de vodca, cultivando colheitas numa fazenda na zona. O objetivo era mostrar que a agricultura é segura e viável em algumas das áreas abandonadas em torno de Chernobyl, com vista a fazer do cultivo artesanal um empreendimento para apoiar a comunidade local.

A brasileira “R7” adianta que a única vodca de Chernobyl produzido até agora é resultado de uma pesquisa de três anos sobre a transferência de radiodatividade para produtos agrícolas plantados dentro da área de maior contaminação.

Segundo os pesquisadores, quando colhidos, os grãos ainda apresentavam alguns níveis de radioatividade. Mas o processo de destilação permitiu retirar esses resíduos e baixar os níveis para os de qualquer bebida espirituosa. A bebida é perfeitamente segura, garantem.

Após o acidente de 1986, os residentes receberam ordens para evacuar a Zona de Exclusão e também uma “Zona de Reassentamento Obrigatório” adicional. Nesta, houve recusas e algumas pessoas ainda vivem ali até hoje, mas os cientistas defendem que a radioatividade aqui não é o problema — e sim a falta de sustento.

Os pesquisadores acreditam que esta produção artesanal poderá ser uma importante fonte de rendimento, e planeiam começar a comercializar o Atomik em breve.