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Cafés e Bares

Padaria Portuguesa Vs. Padaria do Bairro: quem tem o melhor pequeno-almoço?

São as novas rivais de Campo Ourique e a NiT foi perceber onde se come o melhor croissant, quem tem o melhor sumo de laranja, o atendimento e a rede wi-fi mais potente.

Quem vence a guerra do melhor pequeno-almoço?

Com a abertura da Padaria do Bairro em Campo de Ourique, a Padaria Portuguesa deixou de ter o monopólio do menu de pequeno almoço a 2,50€ no bairro de Lisboa. Este é o momento ideal para a NiT fazer um frente a frente com os dois espaços. Numa manhã, fomos tomar o pequeno-almoço à Padaria do Bairro e à Padaria Portuguesa, pedimos os dois menus iguais e avaliámos o croissant, o sumo de laranja, o atendimento e a rede Wi-Fi, tudo para saber onde vale mesmo a pena ir quando chegar ao Jardim da Parada pela manhã.

De um lado, na Rua 4 de Infantaria, temos um peso pesado da cidade: a Padaria Portuguesa. Tem mais de 55 lojas em Lisboa, sete anos de existência e uma oferta que está sempre a aumentar com novos produtos. Não há zona da cidade que não tenha uma padaria e um lisboeta que não tenha entrado para pedir um pão de Deus.

Do outro, na Rua Tomás da Anunciação, está a Padaria do Bairro. É uma bebé comparada com a Padaria Portuguesa. Tem apenas cinco espaços na cidade, mas começou a expandir-se muito recentemente — desde o início do ano abriu três padarias em Lisboa. Há sempre três fornadas diárias e várias sugestões de almoço que vão desde lasanhas, sandes e saladas.

Que comece o combate.

1.º Round: atendimento

Chegar à Padaria do Bairro foi uma alegria, já na Padaria Portuguesa parecia que o mundo estava a acabar. Temos de valorizar a simpatia que alguém tem para connosco logo às sete e dez da manhã. Tínhamos cinco pessoas à nossa frente na Padaria do Bairro e em poucos minutos já era a nossa vez de fazermos o pedido. Uma pessoa estava na caixa, a outra tratava dos pães e havia mais um empregado nas bebidas. Tudo bem organizado e rápido. Ainda estava o talão a sair da máquina já tínhamos o tabuleiro ao lado com o croissant misto e o sumo de laranja.

Na Padaria Portuguesa não tínhamos ninguém à nossa frente, mas parecia. Nem se disséssemos uma das adivinhas sobre pão que estão nas paredes do espaço conseguíamos arrancar um sorriso à empregada. Estava sozinha atrás dos pães de Deus e demais bolos. Primeiro fez o registo e depois foi partir o croissant e recheá-lo com queijo e fiambre. Mais demorado e com pouca simpatia, tudo pontos a favor para a Padaria do Bairro.

Vencedor: Padaria do Bairro

2.º Round: o sumo de laranja

Quando pedimos um sumo de laranja gostamos de o ver a ser feito à nossa frente, nem que seja naquelas máquinas que cortam a fruta. Na Padaria do Bairro tudo bem. A máquina lá estava, faltavam laranjas que foram colocadas e dali saiu o sumo diretamente para o copo. Já na Padaria Portuguesa não foi assim.

A máquina estava desligada, havia uma caixa de laranjas mesmo ao lado, mas foi-nos servido o resto que estava no pequeno jarro de plástico à saída da torneira da máquina. Serviu para encher um copo e assim foi. No entanto, e no fim de contas, só queremos um sumo doce, e o da Padaria Portuguesa era mais doce do que o da Padaria do Bairro. 

Vencedor: Padaria Portuguesa

3.º Round: o croissant 

A oferta é um ponto que temos de destacar na Padaria do Bairro. Qualquer pão da vitrine — até o pão de Deus —, dá para incluir no menu de pequeno-almoço e pedir com queijo, fiambre ou misto. Já na Padaria Portuguesa isso não acontece. O pão de Deus fica de fora e nos croissants a única opção é o brioche. Os croissants da Padaria Portuguesa têm vindo a diminuir de tamanho. Estava um pouco mal cozido, o que para nós até é bom, e um pouco doce de mais. Já o queijo e fiambre foi colocado à doida — duas fatias de cada.

O croissant da Padaria do Bairro surpreendeu. Pedimos o Porto, é como chamam ao brioche, para termos um termo de comparação, mas podíamos também ter optado pelo folhado, ou até pelo pão de Deus. Fofo, ligeiramente doce, mas não demasiado, percebemos que também é uma boa sugestão para pedir simples, que fica ótimos na mesma.

Vencedor: Padaria do Bairro

4.º Round: O espaço

A imagem da Padaria Portuguesa é replicada em todos os espaços. Entrar numa padaria da marca no Chiado, em Telheiras, Areeiro, Cascais ou Almada é a mesa coisa. A imagem já está em mais de 50 sítios da cidade o que a torna já um pouco cansativa. Já a Padaria do Bairro só tem cinco espaços e também está a transportar a decoração para todas as novas aberturas. Ainda assim é uma imagem muito moderna. Tem capacidade para muito mais gente do que a Padaria Portuguesa, é mais ampla, e a vista para a fábrica e a parede com troncos, dá um pouco diferente ao espaço. Para famílias com carrinho o melhor é optarem pela Padaria Portuguesa. Não tem degraus no interior o que é muito mais fácil para circular com o carrinho.

Vencedor: Padaria do Bairro

5.º Round: Rede Wi-Fi

Antes de levarmos os dois tabuleiros para a mesa perguntámos as passwords de Internet aos empregados. Na Padaria do Bairro: “é padaria do bairro em letras pequenas tudo junto”. Na Padaria Portuguesa: “a portuguesa, tudo junto, mas é capaz de não funcionar que o router não está bom.” Já está a adivinhar o que se passou.

Na Padaria do Bairro vimos sem qualquer problema mais uns episódios de “Breaking Bad”, na Netflix, deu para fazer uns minutos de scroll no Facebook e ver alguns vídeos de receitas que se fazem em poucos minutos. Já na Padaria Portuguesa, também vimos uma série da Netflix — mas um episódio que tínhamos descarregado na Padaria do Bairro.

Vencedor: Padaria do Bairro

Resultado final: Padaria do Bairro 4-1 Padaria Portuguesa