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Cafés e Bares

Fomos à fábrica da Santini (e já sabemos o segredo dos gelados incríveis)

Este ano, a marca celebra 70 anos. Este sábado, 4 de maio, abre as portas ao público para mostrar toda a produção.
Pode começar a salivar.

É normalmente por volta da meia-noite que o grupo de WhatsApp “Santini Operacional” toca mais vezes. Quase sempre devido a mensagens de Eduardo Santini, neto de Attilio Santini, que fundou a marca de gelados em 1949, com novas ideias de sabores. As sugestões, por vezes mirabolantes, têm sempre algo em comum: o limão.

“Adoro e acho que fica bem com quase tudo. Vou muitas vezes a gelatarias da concorrência para provar e ver o que se anda a fazer e peço sempre limão. Afinal, se me servirem um gelado amarelo, sei logo que não é natural. E, se esse sabor tão fácil de fazer não é verdadeiro, os outros também não vão ser. O gelado de limão é branco, ao contrário do que muita gente pensa”, conta à NiT no final da visita que fazemos à fábrica da Santini, em Carcavelos, na terça-feira, 30 de abril.

À sua frente, Rosário Ramalheira, diretora de produção confirma, acenando com a cabeça. Também ela faz parte do tal grupo de WhatsApp que junta todos os chefes das várias secções da marca, que comemora 70 anos a 26 de agosto deste ano.

Trabalha com Eduardo há dez anos e isso nota-se pela forma como interagem. Alinha com facilidade em testar sabores inusitados, mesmo que mais tarde ambos percebam que não fez assim tanto sentido.

Há uns anos tivemos um cliente espanhol que comercializava pimentão doce. Trouxe-nos uma série de frascos e lá fizemos o sabor. Obviamente que não ficámos fãs“, diz Eduardo. Esse foi, provavelmente, o gelado mais estranho que alguma vez passou pela fábrica da Santini.

No próximo sábado, 4 de maio, o espaço abre as portas para mostrar ao público os segredos da produção. Os bilhetes custam 5€ e as reservas são feitas através do email geral@nullsantini.pt. Esta é uma forma de celebrar os 70 anos da marca e, conta Eduardo, “de os clientes perceberem que o negócio está maior, mas que tudo continua a ser feito como antes”.

Não foi, de todo, o único. Na lista de 450 nomes de gelados que a marca guarda no dossier, há sabores como tremoço; beterraba com coco; tinta de choco; gorgonzola com nozes; ou cerveja. Uns fizeram parte da carta, outros surgiram de parcerias pontuais com restaurantes.

Faltam poucos minutos para as 10 da manhã e à nossa frente estão várias tábuas de pedra com pequenas tartes de amêndoa e pedaços de bolo de chocolate. Incentivam a equipa da NiT a comer sem vergonhas. Ao lado, há embalagens com toucas, batas e protetores de sapatos.

“Vistam tudo, por favor. E tirem os brincos, pulseiras e colares. Não pode mesmo entrar nada. Homens com barba, têm de pôr também essa proteção”, diz-nos Rosário Ramalheira, depois de se apresentar.