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Cafés e Bares

Dickens: a cerveja já corre nas torneiras do novo pub inglês do Porto

Tem a famosa Guinness à pressão e até existe uma cerveja artesanal da casa. Tudo para acompanhar com petiscos e muitos jogos de futebol nos três ecrãs.

O mais recente pub do Porto.

É sabido que o autor inglês que empresta o nome ao novo pub da cidade nutria um gosto apurado pela bebida. Embora desse preferência ao xerez, ao Porto ou ao brandy – à época, a cerveja era a bebida da classe operária –, poderia muito bem ter escrito uma das suas obras primas recostado num dos velhos e confortáveis sofás do bar com o seu nome. Com uma pint fresca da bebida do povo, pois claro.

Na cidade, bares há muitos. Pubs, nem por isso. Mário Pinheiro Torres conta-os com os dedos de uma mão. E precisamente por isso decidiu levar o conceito britânico – pelo qual se apaixonou nas habituais viagens que faz a Londres – a uma zona especial da cidade, a Boavista. Nasceu assim o Dickens, o mais recente pub da cidade, aberto desde o final de outubro.

É com uma pint negra de Guinness acabada de verter para o copo que nos explica o porquê da aposta num novo projeto, depois do lançamento do Miradouro Ignez, no verão de 2016. “Sou um profundo apreciador do estilo e do ambiente de pub. É que ao contrário dos bares portugueses, que são barulhento e mais dançantes, prefiro um sítio mais recatado onde se possa conversar com um copo na mão”, conta à NiT, confortavelmente sentado numa cadeira de madeira trabalhada, a condizer com a mesa espaçosa e o ambiente mais antiquado da decoração do pub.

A entrada, à face da avenida da Boavista e a escassos metros da Casa da Música, leva-nos diretamente para uma sala de estar recheada de sofás capitonê em pele, dispostos em torno de pequenas mesas. A parede, em tons esverdeados que complementam a iluminação baixa, recatada e discreta, acompanha o lambrim antigo até balcão onde tudo gira à volta das seis torneiras sempre artilhadas da bebida da casa: a cerveja.

A Guinness é uma de sete cervejas disponíveis à pressão

Existem sete escolhas à pressão em dois tamanhos, 30 cl e 50 cl, ou já que estamos num pub britânico, half pint e a típica pint. Dali saem clássicas como a irlandesa Guinness, a holandesa La Trappe, as belgas Chouffe, Delirium e Liefmans, a alemã Erdinger ou a estrela da casa, a Dickens Artesanal, uma pilsener não filtrada e não pasteurizada feita especialmente para o pub.

Nas estantes há mais garrafas e variedades para provar. São cerca de 40, ao todo, complementadas com uma carta onde se encontram sidras biológicas, cocktails, gin, whisky e outras bebidas só para gargantas mais fortes.

Tanta bebida pode ser uma tentação. E um problema que é facilmente resolvido: “Não queremos que o Dickens seja um sítio onde se come e se bebe. Queremos, sim, que seja um sítio onde se bebe – e também se come. Não é um restaurante, é um pub”. Foi por isso que, ao lado das cervejas, nasceu uma oferta “simples, mas rápida”, de petiscos perfeitos para fazerem companhia a uma pint.

Numa primeira fase, e com a cozinha ainda a preparar-se para a confeção de pratos mais robustos, a aposta recai nos petiscos: nachos, aros de cebola, palitos de frango e pimentos padrón (todos a 4€); prego do lombo em pão (9€); e diversos hambúrgueres, do mais simples com bacon, alface e cebola, ao mais elaborado com novilho, cebola caramelizada e foie gras. Para mais tarde ficam especialidades como o bife do lombo, a salsicha alemã ou o rosbife, que não deverão demorar muito a chegar de vez à carta.

O Dickens tem espaço para cerca de 80 pessoas

Apesar de já estar a funcionar em pleno, o Dickens é um pub em desenvolvimento. E no que depender do dono, continuará a sê-lo por muito mais tempo, particularmente na decoração, que nasceu de várias incursões a antiquários – e também a casa de avós. As pinturas,as louças, os elementos decorativos náuticos e até o quadro do menino que chora são só alguns dos objetos que se espalham pelo pub e que Mário quer continuar a pendurar. Explica que já tem uma mala vazia para levar na sua próxima viagem e deixa o desafio aos clientes: “Queremos que as paredes reflitam a nossa vivência e a dos clientes, e eles também podem vir cá e deixar o seu objeto para que faça parte da nossa decoração”.

O futuro também reserva mais surpresas. O espaço ao ar livre das traseiras já está a ser preparado e, lá mais para março, irá receber um beer garden. Para já, até porque o frio e a chuva do inverno não permitem, as conversas têm-se numa das 70 mesas do Dickens, entre pints e dois dedos de conversa. E em dias de jogo, todos têm permissão para espreitar um dos três ecrãs que garantem a transmissão de todos os jogos que interessam, até porque ali não há guerra de operadoras que atrapalhem o negócio: há SporTV, BTV e até a mais recente Eleven Sports. Tudo para ver a qualquer dia da semana, das 18 horas às duas da manhã, de preferência com uma pint na mão.

localização, contactos e horários

morada
  • Dickens [ver mapa]
    Avenida da Boavista, 901, Porto
    4100-128 Porto - Portugal
    localizações
    Porto, Massarelos