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Trinta Por Uma Linha: a marca de decoração em que todas as peças têm uma função

“Vira o Disco e Toca o Mesmo”, “À Grande e À Francesa” ou “Põe-te a Pau” são os nomes das peças da marca que também cria projetos para interior.

Ninguém gosta de segurar a vela. De estar a mais, bem no meio de duas pessoas que estão mais agarradas do que Super Cola 3 entre o polegar e o indicador. Mas este cenário solitário (e algo infeliz) foi transformado num objeto realmente útil: uma mesa de apoio. De uma situação constrangedora pode nascer… mobiliário.

É assim que funciona o processo criativo da Trinta Por Uma Linha. Primeiro, pega-se numa expressão portuguesa comum e só depois se cria uma peça de mobiliário. Mas há algo que é obrigatório: todas têm ter ter uma funcionalidade. Não são apenas para “ficar num canto da sala”, como diz Ana Barros, 37 anos, uma das sócias da marca. 

A Trinta Por Uma Linha foi pensada por Margarida Costa e Catarina Agostinho, ambas com 24 anos, quando estavam na faculdade. Tornaram-se amigas quando entraram em Design de Equipamento e Espaço, na Lusófona, e quando acabaram, em 2013, seguiram para a Pós-Graduação em Design na mesma faculdade. Na cadeira Inovação e Projeto descobriram uma matéria-prima que nunca tinha trabalhado antes, um aglomerado negro de cortiça. Foi aqui que a Trinta por Uma Linha começou a ser pensada. Em 2014, a ideia começou a ser desenvolvida mas só em dezembro do ano passado, ano em que Ana Barros entrou para o projeto, é que foi oficialmente lançada.

“As peças são pensadas para serem criativas, mas com uma função. A peça decorativa tem de funcionar. Esta é uma preocupação muitíssimo importante quando a peça está a ser criada”, explica Margarida à NiT.

As fundadoras fazem questão que todas as peças da Trinta por Uma Linha sejam feitas com materiais portugueses: cortiça, pinho e burel

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