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Alfama vai ter uma escola e um museu dedicados às Marchas de Lisboa

A primeira escola dedicada em exclusivo à formação de marchantes e o Museu da Marcha devem abrir ainda este ano em Lisboa.

Foto de CML

Em breve vai deixar de ter de esperar pela noite de Santo António para vibrar com as marchas populares. Vanessa Rocha, responsável pelos ensaios da marcha de Alfama desde 2010, revelou este sábado, 11 de março, à agência Lusa, conforme cita o “Diário de Notícias”, que Lisboa vai ganhar uma escola dedicada à formação de marchantes e um museu das marchas. Se tudo correr bem, os dois espaços deverão estar a funcionar já em setembro deste ano.

“Sou ensaiadora da marcha de Alfama faz este ano oito anos. Para nós é muito bom avançar com este projeto com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior. A partir de setembro vamos começar a ter disciplinas e tentar ter um bocadinho de tudo de como se faz uma marcha.”

Vai chamar-se Escola de Marchantes Carlos Mendonça, em homenagem ao artista português que revolucionou as Marchas de Lisboa — e que conquistou o primeiro lugar 13 vezes em 20 anos. O coreógrafo, figurinista, cenógrafo, letrista, às vezes também músico e compositor, morreu a 6 de setembro do ano passado. Tinha 77 anos.

Além da escola, Alfama pretende ter também um Museu da Marcha no Centro Cultural Magalhães Lima. O objetivo é, claro, dar a conhecer a história das marchas populares. O espaço cultural organiza a marcha de Alfama desde 1983, por isso todo o espólio das últimas três décadas estará em exposição. Mas o objetivo é chegar um pouco mais atrás, quando as marchas ainda eram organizadas pela Sociedade Boa União.