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“Mariah’s World”: os bastidores da vida real da diva da música

 Atenção, Kardashians: a concorrência chegou. O novo documentário que segue a vida de Mariah Carey vai estrear este domingo no E!

 “Eu não sou uma Cinderela. A minha vida não tem sido um conto de fadas”. É com esta frase que arranca o primeiro trailer de apresentação de “Mariah’s World”, a nova série documental de oito episódios do canal E!, que estreia em Portugal este domingo, 11 de dezembro, às 19 horas.

Para que se perceba desde já o registo, a produtora da série, a Bunim/Murray Productions, é a mesma que criou “Keeping Up With the Kardashians” ou “I Am Cait”. As cartas estão na mesa. Mariah Carey é, no entanto, a primeira a querer fugir deste registo mais fútil. “Eu quero que este programa dê a conhecer as pessoas a minha personalidade. Não quero que isto seja para me mostrar a fazer as unhas”, disse a cantora, recentemente, numa entrevista ao “The New York Times”, a propósito do lançamento da série, que acabou de estrear nos Estados Unidos (a 4 de dezembro).

Voltemos ao início. A vida de Mariah Carey não tem sido, mesmo, um conto de fadas. Ou não o foi, pelo menos, nos primeiros anos. Filha de um pai negro, descendente de venezuelanos, e de uma mãe irlandesa, Mariah sempre viveu afastada do lado materno da família, que nunca aceitou que Patrícia (a mãe de Mariah) se tivesse casado com um negro. Os recorrentes problemas entre o casal levaram a que se separassem, quando Mariah tinha apenas três anos. Ficou a viver com a mãe, e, com o passar dos anos, foi perdendo o contacto com o pai, com quem deixou de falar de todo.

As influências musicais vieram sempre do lado da mãe, que chegou a ser uma cantora de ópera sem grande sucesso. Na escola secundária, Mariah sempre revelou ser boa aluna em disciplinas relacionadas com artes, mas acabou por nunca mostrar grande interesse relativamente a outras matérias. Passava os dias a escrever, a cantar, e acabou por se juntar a uma banda de liceu, como vocalista e letrista. Embora a mãe fosse adepta de música clássica e ópera, nunca forçou a filha a seguir nesse caminho e sempre lhe deu liberdade para ir atrás do seu registo.

A voz de Mariah acabou por chegar ao patrão da Sony Music, Tommy Mottola, que não só a lançou para a carreira que veio a ter, como também se casou com ela, uma relação vivida com grande intensidade pelos meios cor-de-rosa, desde o namoro até ao divórcio litigioso.

Todos estes episódios ajudam a construir a personagem (real) que vamos ver em “Mariah’s World”. A série arranca com a preparação do tour do álbum “Sweet Sweet Fantasy”, que passou por Europa e África do Sul. Enquanto vemos todo o stresse e conflitos de bastidores, com toda a entourage de Carey, com bailarinos, cantores, managers, acompanhamos também a vida da artista, os seus dramas, conflitos internos, problemas pessoais, e as preocupações com a preparação do casamento. Mariah Carey vai casar-se na Primavera de 2017 (ainda não há data fechada) com o multimilionário australiano James Packer e isso está a ocupar-lhe grande parte do tempo, o que se percebe bem na série documental. Curiosamente, o noivo ficará de fora do programa. “Ele é um empresário. Não tem muito a ver com este mundo”, justificou Mariah Carey ao “Th New York Times”.

Quem também irá aparecer muito pouco são as filhas gémeas da cantora, de 4 anos. As crianças nunca foram filmadas, e a mãe tem conseguido preservar a intimidade das filhas. Não exclui que possam aparecer, mas apenas pontualmente. “É possível que apareçam, mas nunca serão estrelas do programa”.  Outra curiosidade que vamos poder perceber neste “Mariah’s World”: a cantora nunca fala na véspera de um concerto. Comunica com toda a equipa por escrito ou por sinais. É uma forma de preservar a voz.

Mariah Carey foi considerada a maior artista feminino do mundo do milénio anterior, já vendeu mais de 200 milhões de discos e é, ainda hoje, detentora de vários recordes de permanência em tops de vendas norte-americanos. “Mariah’s World” estreia em Portugal neste domingo, 11 de dezembro, às 19 horas, no canal E!.

Este artigo foi escrito em parceria com o canal E!